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José Saramago defende construção da democracia com o povo

Arquivo Geral

10/07/2007 0h00

O prêmio Nobel de Literatura de 1998, o português José Saramago, afirmou hoje que no mundo se fala muito sobre a democracia, mas ela não é debatida e nem construída a partir do povo.

Saramago, numa conversa com a escritora colombiana Laura Restrepo, em Bogotá, disse que o que se está implantando no mundo é um regime plutocrático, dominado por governos que “são comissários políticos dos poderes econômicos”.

“São os ricos que governam, e quando precisam têm quem governe por eles”, disse o Prêmio Nobel, no encontro Elogio da Leitura.

Ele considerou que o mundo atravessa um “processo de anestesia” do qual todos são vítimas “sem saber o que há por trás disso que chamam de democracia”.

O escritor lembrou que no mundo tudo se pode debater, menos a democracia, que se limita a convocar eleições para escolher um governo, para fazer depois outras eleições.

Saramago afirmou que em muitos países “a vida é determinada e regida por organizações que, como o Fundo Monetário Internacional e o Banco Mundial, não são democráticas”.

Para ele, as sociedades necessitam de idéias para enfrentar os grandes poderes. A civilização como hoje a entendemos, avisou, pode estar chegando a seu fim, devido ao desenvolvimento tecnológico e à engenharia genética.

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