Com 1,5 milhão de seus nove discos de estúdio vendidos, Jorge Vercillo não é necessariamente um fenômeno popular. A mesmo tempo, o é. Por que? Ora, apesar de nascer em terreno pop, a música de Vercillo se desenvolve por meio de propostas mais herméticas. Ou seja, de sua geração de músicos de MPB que cresceram artisticamente nos anos 90, ele é um dos raros representantes a conciliar a balada convencional brasileira com, entre outras coisas, o jazz.
“Algo como a Fátima Guedes fez na MPB dos anos 70. O pessoal quando funde a MPB, ou vai para o pop ou faz uma fusão com o samba”, analisa Vercillo. O compositor carioca cita o exemplo de Lenine. Pernambucano, ele traz a bagagem de sua terra, mas tem a origem de sua música no rock. “O próprio Lenine, que trabalha com acordes mais elaborados, não tem esse enfoque jazzista”, completa.
O resultado dessa espécie de pesquisa de texturas será evidente aos fãs do músico na noite de hoje, quando Jorge Vercillo apresenta os arranjos retrabalhados para sucessos como Monalisa e Homem-Aranha no show que faz no Teatro Brasília (Brasília Alvorada Hotel).
Conheça a discografia de Jorge Vercillo
Encontro das Águas (1994)
Em Tudo que é Belo (1996)
Leve (2000)
Elo (2002)
Coletânea Perfil (2003)
Livre (2003)
Sign de Ar (2005)
Coletânea Warner 30 Anos: Jorge Vercillo (2006)
Ao Vivo (2006)
Todos Nós Somos Um (2007)
Coisa de Jorge (2007)
Trem da Minha Vida (2009)
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