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John Rambo está de volta

Arquivo Geral

29/02/2008 0h00

No que depender do número de mortes, Rambo 4, que estréia hoje no Brasil, é seguramente o filme mais violento da série, iniciada em 1982 com Rambo – Programado para Matar. Durante os 91 minutos do longa, o espectador poderá contar mais de 230 pessoas assassinadas, com direito a corpos destroçados por bombas e metralhadoras, fazendo os filmes anteriores da série estrelada por Sylvester Stallone parecerem brincadeira de criança.

A exemplo do que fez em Rocky Balboa (2006), Stallone, 61 anos, retoma um personagem antigo e, dentro de suas limitações artísticas, não faz feio no novo Rambo, apesar da violência excessiva que poderá revirar o estômago de muita gente. Ele é co-autor do roteiro e assume a direção, revelando um herói visivelmente envelhecido e cansado de lutar, mas que continua sendo assombrado pelas lembranças da Guerra do Vietnã.

Dessa vez, o veterano John Rambo vive isolado com um pescador em uma região perto de Mianmar (antiga Birmânia), no sul da Ásia, em um ambiente muito parecido com a selva vietnamita onde ele um dia lutou. A semelhança não pára por aí: no país, está em curso uma guerra civil que dura mais de meio século, contrapondo guerrilheiros e soldados locais.

Mesmo que o conflito resulte no massacre de aldeias inteiras, com milhares de mortos, feridos e refugiados, o velho guerreiro prefere não se envolver, levando a vida com muita simplicidade. Mas a história muda com a chegada de um grupo de missionários que pedem que Rambo os leve até a região da guerra, a fim de ajudar as vítimas.

Reviravolta
Rambo nega o auxílio em um primeiro momento e sugere que todos deixem a região. Ele, porém, acaba cedendo aos apelos da bela Sarah (Julie Benz, a Rita Bennett do seriado Dexter) e faz a vontade do grupo, que é logo capturado e torturado. Aí surge a novidade da série: em vez de lutar solitariamente para resgatar os religiosos, Rambo ajuda um grupo de mercenários contratados para libertar os religiosos, principalmente devido à promessa que fez à única mulher do grupo cristão.

Seguindo a tradição dos filmes anteriores, os vilões – militares de Mianmar – são mostrados como pessoas extremamente cruéis, enquanto Rambo representa, a seu jeito, o heroísmo americano em defesa da liberdade e da democracia. Há cenas bastante pesadas, que mostram o massacre de aldeões: crianças, idosos e até cães são brutalmente dizimados e, logo nas primeiras cenas do longa, corpos em decomposição enchem a tela.

Durante os esforços de resgate, Rambo é menosprezado pela maioria dos mercenários, mas vai revelando que não está de brincadeira. Um detalhe interessante é que, pela primeira vez, o coronel Trautman, mentor de Stallone, não aparece em um filme da série. Richard Crenna, o ator que fazia o papel, morreu em 2003.

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