Não é de hoje que o nosso esvaziado campeonato nacional de futebol deixou de arrancar suspiros da torcida brasileira. Por uma questão de justiça, é bom colocar o Santos e o Atlético Paranaense como exceções. São as duas únicas equipes que entram em campo e vão pro jogo. Partem pra cima dos adversários, fazem muitos gols e promovem grandes espetáculos. Todos os outros times querem mais é se defender. Jogam para não perder e proporcionam encontros sofríveis, como foi São Paulo e Corinthians no último domingo. Muito mais sonolento que esse jogo de 0 a 0 foi a transmissão da TV Globo – SP. E justiça se faça: não por culpa do otimista Galvão Bueno, que até os 45 minutos do segundo tempo ainda acreditava em alguma coisa. Já faz algum tempo que o diretor de TV das transmissões esportivas, erradamente, deixou de se preocupar em acompanhar apenas a bola. Sabe-se lá por que motivos, com o jogo comendo solto, entram replays desnecessários, ou mostram o garotinho chupando pirulito, ou placas de louvor à Globo, ou imagens recuperadas de um casal namorando no estádio, etc. Não é por aí. Para o telespectador que está em casa, nada disso interessa e nem acrescenta coisa nenhuma. Pelo contrário, só deixa o sujeito ainda mais irritado e com enorme desejo de dar um bico na sua televisão. Jogo ruim e transmissão pior é dose cavalar. Ninguém agüenta.