Menu
Promoções

João Bosco por 50 artistas

Arquivo Geral

02/09/2003 0h00

O cantor e compositor João Bosco ainda insistiu para que o produtor Almir Chediak desistisse de passar o fim de semana em seu sítio de Petrópolis para festejar com ele a conclusão dos trabalhos para o lançamento de seu songbook. Chediak foi morto pelo caseiro de um sítio vizinho, mas deixou pronta a obra que chega às lojas nesta semana, embora o lançamento oficial só vá ocorrer dia 9 de setembro, no teatro Rival BR, no Rio.

O songbook de João Bosco segue a linha imprimida por Chediak desde que lançou um disco para acompanhar os livros com partituras de canções de Noel Rosa, em 1991. Mais de 50 artistas se revezam em 46 canções do compositor mineiro em três discos, enquanto 131 partituras foram reunidas em três volumes, que trazem ainda uma biografia (por Sérgio Cabral), uma análise da obra (por Zuza Homem de Melo) e uma entrevista (por Chediak). Cabral e Zuza, aliás, divergem num dado fundamental: o primeiro encontro de João Bosco e Aldir Blanc. Um sustenta que foi em Ouro Preto e o outro no Rio; Bosco, na entrevista, desmente os dois: garante que foi na casa da mãe dele, em Ponte Nova, Minas.

João Bosco foi um dos mais assíduos colaboradores de Chediak desde que ele lançou a idéia dos songbooks – interpretou Gago Apaixonado no disco dedicado a Noel e participou de todos os demais projetos. Este songbook está sendo produzido desde 1989 e foi um dos maiores desafios do produtor, que se deparou com músicas complexas, embora escritas por um músico sem formação acadêmica, puramente intuitivo, e com a dificuldade de agenda de um artista requisitado em todo o mundo.

“Com um jeito único de tocar violão, as suas divisões rítmicas são de grande originalidade”, escreveu Almir Chediak na apresentação do projeto. Ele nunca escondeu o entusiasmo pela empreitada. “O próprio João Bosco participa de todas as etapas do projeto; ele escolheu as músicas dos livros e dos discos, me ajudou a selecionar os artistas e está revisando as partituras mesmo sem ter estudado teoria musical”, disse o produtor ainda quando lançava o songbook de Braguinha.

A seleção das canções para os três CDs não obedeceu a um critério puramente do sucesso; houve uma preocupação de mostrar as várias fases do compositor, desde as primeiras composições com Aldir Blanc até as canções mais recentes, feitas com o filho, Francisco Bosco, passando por todos os outros parceiros.

Chama a atenção a ausência de Caetano Veloso, figurinha fácil em todos os demais songbooks produzidos por Chediak, que desta vez não dá as caras – comenta-se que por dificuldades de relacionamento entre ele e João.

    Você também pode gostar

    João Bosco por 50 artistas

    Arquivo Geral

    02/09/2003 0h00

    O cantor e compositor João Bosco ainda insistiu para que o produtor Almir Chediak desistisse de passar o fim de semana em seu sítio de Petrópolis para festejar com ele a conclusão dos trabalhos para o lançamento de seu songbook. Chediak foi morto pelo caseiro de um sítio vizinho, mas deixou pronta a obra que chega às lojas nesta semana, embora o lançamento oficial só vá ocorrer dia 9 de setembro, no teatro Rival BR, no Rio.

    O songbook de João Bosco segue a linha imprimida por Chediak desde que lançou um disco para acompanhar os livros com partituras de canções de Noel Rosa, em 1991. Mais de 50 artistas se revezam em 46 canções do compositor mineiro em três discos, enquanto 131 partituras foram reunidas em três volumes, que trazem ainda uma biografia (por Sérgio Cabral), uma análise da obra (por Zuza Homem de Melo) e uma entrevista (por Chediak). Cabral e Zuza, aliás, divergem num dado fundamental: o primeiro encontro de João Bosco e Aldir Blanc. Um sustenta que foi em Ouro Preto e o outro no Rio; Bosco, na entrevista, desmente os dois: garante que foi na casa da mãe dele, em Ponte Nova, Minas.

    João Bosco foi um dos mais assíduos colaboradores de Chediak desde que ele lançou a idéia dos songbooks – interpretou Gago Apaixonado no disco dedicado a Noel e participou de todos os demais projetos. Este songbook está sendo produzido desde 1989 e foi um dos maiores desafios do produtor, que se deparou com músicas complexas, embora escritas por um músico sem formação acadêmica, puramente intuitivo, e com a dificuldade de agenda de um artista requisitado em todo o mundo.

    “Com um jeito único de tocar violão, as suas divisões rítmicas são de grande originalidade”, escreveu Almir Chediak na apresentação do projeto. Ele nunca escondeu o entusiasmo pela empreitada. “O próprio João Bosco participa de todas as etapas do projeto; ele escolheu as músicas dos livros e dos discos, me ajudou a selecionar os artistas e está revisando as partituras mesmo sem ter estudado teoria musical”, disse o produtor ainda quando lançava o songbook de Braguinha.

    A seleção das canções para os três CDs não obedeceu a um critério puramente do sucesso; houve uma preocupação de mostrar as várias fases do compositor, desde as primeiras composições com Aldir Blanc até as canções mais recentes, feitas com o filho, Francisco Bosco, passando por todos os outros parceiros.

    Chama a atenção a ausência de Caetano Veloso, figurinha fácil em todos os demais songbooks produzidos por Chediak, que desta vez não dá as caras – comenta-se que por dificuldades de relacionamento entre ele e João.

      Você também pode gostar

      Assine nossa newsletter e
      mantenha-se bem informado