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Jeitinho global de ser

Arquivo Geral

01/09/2004 0h00

Na Globo também tem o jeitinho brasileiro de ser. Na manhã de domingo, ela e toda a torcida brasileira voltaram as suas atenções para a grande final masculina do vôlei em Atenas. O horário do jogo coincidiu com o Grande Prêmio da Bélgica, que poderia decidir, como acabou decidindo, mais um título mundial para o alemão Michael Schumacher. A Globo usou de sabedoria. Entendeu que o vôlei, para todos nós, tinha um grau de importância muito maior que a Fórmula 1 e se fez de tonta. Em nenhum momento falou alguma coisa sobre a corrida de Spa-Francorchamps. Como hoje em dia as emissoras de rádio, salvo raras e honrosas exceções, também transmitem a Fórmula 1 diretamente dos seus refrigerados estúdios brasileiros, poucos tiveram acesso ao que acontecia na pista. Só depois de terminado o vôlei e finalizadas todas as festividades relativas à entrega das medalhas aos nossos grandes campeões, com a maior cara de pau desse mundo a Globo botou a Fórmula 1 no ar. Foi como se a largada da prova estivesse esperando a boa vontade da nossa emissora. Apresentaram a corrida na íntegra, tentando passar a imagem de que tudo estava acontecendo naquele momento, ao vivo, e cumprindo todos os seus compromissos comerciais. O telespectador, que não procurou outras vias, como a internet por exemplo, precisou aguardar por quase três horas o resultado de uma competição que já tinha acabado e há muito tempo.

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