“Era necessário. Ou pelo menos me parecia. Cheguei a roubar minha família para dar dinheiro a Jacques Rivette para seu primeiro filme. Roubei para ver cinema e para fazer filmes”, explica o veterano diretor em entrevista ao semanário Die Zeit.
O diretor lembra com nostalgia os tempos da nouvelle vague e explica que naquela época havia “troca” de opiniões entre os diretores. Agora, nas rodagens só se fala com os técnicos, de quem não sabe o que acham dos seus filmes, acrescenta. Seu refúgio é o esporte, especialmente o tênis.
Godard será a estrela de gala dos 20 anos dos prêmios da Academia Européia do Cinema, que serão entregues no sábado, em Berlim. O diretor receberá o prêmio pelo conjunto de sua carreira.