O premiado diretor de Titanic, James Cameron, lembra os 91 anos do naufrágio do “navio mais seguro do mundo” em 10 de abril de 1912 com o lançamento de uma aventura submarina em 3D. O documentário Ghosts of the Abyss (“Fantasmas do Abismo”), produzido e dirigido por Cameron, utiliza uma inovadora tecnologia 3D. Na produção são usadas câmeras especiais desenvolvidas especialmente para Cameron por meio de uma associação entre a Sony e a Panavision.
O filme tem estréia marcada para sexta-feira nos Estados Unidos (ainda não há previsão de lançamento no Brasil).
Com Titanic, o diretor conseguiu bater recordes de bilheteria. O filme de 1998 faturou quase US$ 2 bilhões, transformando-se na produção mais bem-sucedida da história do cinema.
Com o inovador documentário, Cameron pretende explorar uma “outra dimensão do cinema”, que segundo ele, nunca havia sido explorada.
Fantasmas do Abismo é fruto de uma excursão de exploração realizada em setembro de 2001 em busca dos restos do verdadeiro Titanic nas profundezas do Atlântico Norte. A equipe parte de um navio de pesquisas russo, mas o grande destaque são os dos submersíveis de grande profundidade.
Cameron teve à sua disposição duas câmeras Imax digitais 3D para mostrar detalhes e revelar segredos de um dos mais conhecidos e dramáticos naufrágios da história.
Os destroços do Titanic já haviam sido filmados várias vezes, mas dessa vez a promessa é que o espectador tenha uma experiência única.
Críticos norte-americanos que assistiram ao filme contam que ele é muito mais interessante do que a maioria dos filmes já produzidos por meio da tecnologia I-Max (presente em alguns cinemas especiais na Europa e também nos Estados Unidos).
O filme começa com uma rápida introdução sobre os principais envolvidos na missão de exploração do Titanic. Logo em seguida são mostradas cenas de um dos muitos mergulhos nas águas geladas do Atlântico.
Dois submarinos especiais equipados com as câmeras 3D registram cenas do fundo maior. Quem assistiu ao filme afirma que impacto maior ocorre quando aparecem as primeiras imagens do navio naufragado.
Apesar de ter sido bem planejado e montado por Cameron, o documentário traz algumas cenas de suspense real, por exemplo, quando um dos pequenos submarinos por controle remoto fica preso e a equipe decide se aventurar em uma arriscada missão de resgate.
A tecnologia I-Max não chega a ser nova. Produtores norte-americanos e europeus vêm tentando criar documentários e filmes de ficção interessantes com essa técnica desde meados da década de 90. O problema é que até hoje nenhum desses filmes chegou a virar um sucesso de bilheteria.
Na visão de Cameron, o futuro do cinema está mesmo na tecnologia 3D. Em junho, ele pretende começar a rodar seu novo trabalho. Claro, utilizando suas novas e poderosas câmeras. Será sua primeira ficção desde Titanic.