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Inviável mercado

Arquivo Geral

21/10/2004 0h00

É só mexer para descobrir as coisas. Hoje, muita gente deve estranhar por que as gravadoras estão fechando, cantores e cantoras, gente de reconhecido valor, saindo de cena e os programas de televisão, cada vez menos, apresentando música ao vivo. Deixando de lado essa pirataiada que tomou conta das ruas brasileiras, sem que nenhuma das nossas autoridades faça rigorosamente nada contra ela, outro grande empecilho, por incrível que pareça, é o absurdo preço cobrado pelos músicos para gravações e apresentações ao vivo. Ao que parece, a ficha desse pessoal ainda não caiu. Os tempos de hoje são outros e eles continuam vivendo, ou sobrevivendo, numa realidade que há muito deixou de existir. Cobram cachês altíssimos, que inviabilizam todo e qualquer projeto artístico. Sinta o caso de um conhecido cantor. Ele resolveu gravar um novo CD, reunindo alguns dos seus principais sucessos. Pesquisou preços no mercado e descobriu que um músico chega a cobrar R$ 330 por música, segundo a tabela da Ordem. Uma orquestra de cordas, geralmente, é composta por nove elementos. Se num CD são incluídas 14 músicas, é só fazer a conta e chegar à conclusão de que fica totalmente inviável gravar no Brasil.

Não tem jeito. Fora isso, existem horas de estúdio, mixagem, programação visual, capa, foto, divulgação, impostos e por aí afora. Quem se habilita? Na segunda-feira, começou um projeto de fusão de duas importantes gravadoras: Sony e BMG. É o começo do fim.

A hora é desse pessoal parar, pensar, conversar e buscar novos caminhos,

caso contrário…

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    21/10/2004 0h00

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    Não tem jeito. Fora isso, existem horas de estúdio, mixagem, programação visual, capa, foto, divulgação, impostos e por aí afora. Quem se habilita? Na segunda-feira, começou um projeto de fusão de duas importantes gravadoras: Sony e BMG. É o começo do fim.

    A hora é desse pessoal parar, pensar, conversar e buscar novos caminhos,

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