Até agora, o festival tem tido uma boa receptividade do público e da crítica especializada, não apenas no que diz respeito à organização, mas sobretudo ao que diz respeito à curadoria, à escolha dos espetáculos. Durante esses dez dias de festival, Curitiba respira teatro. Os alunos das escolas públicas deixam as salas de aula para assistir às peças. Os trabalhadores saem mais cedo para pegar as sessões de teatro espalhadas nos diferentes espaços da cidade e o turismo, incentivado, agradece. “O custo total do festival gira em torno de R$ 1,8 milhão. Sem os patrocinadores, seria inviável, mas olha a cifra, veja o quanto a economia da cidade se movimenta”, explica João Marcelo, diretor executivo do evento. Isso sem falar da importância cultural que um evento desse porte traz consigo. Só para se ter uma idéia, foram inscritas para avaliação 1.300 peças, das quais apenas 152 estão selecionadas. “O festival contribui também para o crescimento das companhias locais que têm um incentivo a mais para estarem criando”, afirma Victor Aronis, diretor-geral. Ou seja, público, produção, Curitiba e o Brasil, só têm a ganhar com o festival de teatro mais importante do País. (T.R.)