Menu
Promoções

Invasão alienígena

Arquivo Geral

29/06/2005 0h00

O poderoso cineasta e executivo dos estúdios Dreamworks, Steven Spielberg, retoma seus contatos imediatos do terceiro grau 23 anos após o lançamento do clássico E.T. – O Extraterrestre (1982) na ousada megaprodução Guerra dos Mundos, que estréia mundialmente, hoje, com sessões de pré-estréia em 13 cinemas da cidade (veja horários na página 6 do Roteiro).

Há pelo menos dez anos, Spielberg estuda a possibilidade de levar para a telona a profecia fictícia do britânico H.G. Wells, publicada no romance homônimo de 1898, sobre a invasão da Terra por marcianos. Contudo, o diretor esperava pelo melhor momento.

Na segunda-feira passada, durante a pré-estréia mundial do longa-metragem em Tóquio, Spielberg afirmou que todas as versões conhecidas da obra foram lançadas ao público em momentos de preocupação e sentimento de vulnerabilidade. A primeira vez, com a famosa leitura dramática feita pelo cineasta Orson Welles no rádio, foi próximo à explosão da Segunda Guerra Mundial, em 1938. E a versão original da obra nos cinemas, pelas mãos do diretor Byron Haskin, no princípio da Guerra Fria, em 1953.

“Pareceu ser a hora certa”, disse o diretor em seu discurso. “Agora, no rastro do 11 de setembro, acredito que o filme tenha encontrado seu lugar na sociedade”. A história também foi reproduzida numa obscura série de TV, em 1988 e 1989, ao fim do império soviético.

Em Guerra dos Mundos, a nova megaprodução, Spielberg percorre o caminho inverso ao que pregou em E.T. e, anteriormente, no Contatos Imediados do Terceiro Grau (1977) e se deixa levar pelo pessimismo do cinema-catástrofe, no relato do extermínio das civilizações terráqueas pelas forças alienígenas.

No papel principal está o astro Tom Cruise, no papel de Ray Ferrier, um homem divorciado, cuja relação com os filhos Robbie (Justin Chatwin) e Rachel (Dakota Fanning) é distante, mantida pela conveniência. As coisas mudam quando alienígenas aparecem e colocam sua família em perigo.

“Eu costumava ser o embaixador da boa vontade entre as civilizações alienígenas e a nossa, e fiz todo o possível para preparar o caminho para um encontro pacífico. Fiquei entediado com isso”, justificou o diretor em entrevista à revista alemã Der Spiegel.

    Você também pode gostar

    Invasão alienígena

    Arquivo Geral

    29/06/2005 0h00

    O poderoso cineasta e executivo dos estúdios Dreamworks, Steven Spielberg, retoma seus contatos imediatos do terceiro grau 23 anos após o lançamento do clássico E.T. – O Extraterrestre (1982) na ousada megaprodução Guerra dos Mundos, que estréia mundialmente, hoje, com sessões de pré-estréia em 13 cinemas da cidade (veja horários na página 6 do Roteiro).

    Há pelo menos dez anos, Spielberg estuda a possibilidade de levar para a telona a profecia fictícia do britânico H.G. Wells, publicada no romance homônimo de 1898, sobre a invasão da Terra por marcianos. Contudo, o diretor esperava pelo melhor momento.

    Na segunda-feira passada, durante a pré-estréia mundial do longa-metragem em Tóquio, Spielberg afirmou que todas as versões conhecidas da obra foram lançadas ao público em momentos de preocupação e sentimento de vulnerabilidade. A primeira vez, com a famosa leitura dramática feita pelo cineasta Orson Welles no rádio, foi próximo à explosão da Segunda Guerra Mundial, em 1938. E a versão original da obra nos cinemas, pelas mãos do diretor Byron Haskin, no princípio da Guerra Fria, em 1953.

    “Pareceu ser a hora certa”, disse o diretor em seu discurso. “Agora, no rastro do 11 de setembro, acredito que o filme tenha encontrado seu lugar na sociedade”. A história também foi reproduzida numa obscura série de TV, em 1988 e 1989, ao fim do império soviético.

    Em Guerra dos Mundos, a nova megaprodução, Spielberg percorre o caminho inverso ao que pregou em E.T. e, anteriormente, no Contatos Imediados do Terceiro Grau (1977) e se deixa levar pelo pessimismo do cinema-catástrofe, no relato do extermínio das civilizações terráqueas pelas forças alienígenas.

    No papel principal está o astro Tom Cruise, no papel de Ray Ferrier, um homem divorciado, cuja relação com os filhos Robbie (Justin Chatwin) e Rachel (Dakota Fanning) é distante, mantida pela conveniência. As coisas mudam quando alienígenas aparecem e colocam sua família em perigo.

    “Eu costumava ser o embaixador da boa vontade entre as civilizações alienígenas e a nossa, e fiz todo o possível para preparar o caminho para um encontro pacífico. Fiquei entediado com isso”, justificou o diretor em entrevista à revista alemã Der Spiegel.

      Você também pode gostar

      Assine nossa newsletter e
      mantenha-se bem informado