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Invasão africana

Arquivo Geral

02/03/2004 0h00

Brasilia está tomada de assalto pela África. Além da exposição Arte na África e do projeto Rodas de Leitura, palestras e workshops sobre a cultura africana, o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) realiza a mostra Olhares Cruzados, pela qual serão exibidos filme produzidos por cineastas africanos. O evento será de hoje ao dia 14 de março, com três sessões diárias.

Olhares Cruzados reúne raridades da produção cinematográfica africana e tem por objetivo aproximar os brasileiros dessa cultura da qual também fazemos parte. Serão exibidos longas, médias e curtas-metragens.

Os filmes são obras de alguns dos maiores nomes do cinema contemporâneo africano. Muitos deles são desconhecidos no Brasil, apesar de reconhecimento no continente e outros países, como Itália, França e Estados Unidos, onde já foram realizados vários festivais dedicados ao cinema africano.

Além da exposição e dos filmes, a cultura africana ainda estará em debate, no dia 10 de março, a partir das 21h15, também no CCBB. A mesa-redonda será composta pelo cineasta e ex-ministro da Cultura e Comunicação de Cabo Verde, Leão Lopes, o estudioso e ex-ministro da Comunicação de Moçambique, José Luis Cabaço, e o estudioso de cinema e atual secretário de Cultura de Angola, Álvaro Pacheco.

Os filmes produzidos na África demonstram grande preocupação com as tradições. São muitas as obras que recuperam a fala, as festas e o cotidiano de cada região daquele imenso continente.

Os processos irregulares de crescimento, marcados pelo desmatamento de largas áreas, as diversas guerras civis, os personagens e fatos ligados ao processo de independência política também são retratados em algumas películas. Dentre eles, o longa Ilhéu de Contenda (Portugal, 1995), dirigido por Leão Lopes, e Desobediência (Moçambique, 2002), dirigido por Licinio Azevedo.

Muitos documentários deixam de lado os problemas da África e retratam as festas populares e homenageiam grandes criadores. Um exemplo é o média-metragem Le Franc (Senegal, 1994), do diretor Djibril Diop Mambéty, e Mopiopio, o Sopro de Angola (Angola, 1991), dirigido por Zezé Gamboa.

A mostra será aberta com a exibição do filme Nha Fala (Guiné Bissau, 2002), de Flora Gomes. Do cineasta, o filme Po di Sangui (1996) também faz parte da mostra.

De acordo com as curadoras da mostra, Roberta Matsumoto e Selma Pantoja, a seleção dos títulos não foi nada fácil, pois muitos países passam por dificuldades econômicas e os filmes não estão em boas condições. “Tudo isso trouxe uma certa dificuldade para a obtenção de cópias com qualidade de alguns filmes e impossibilitou a exibição de tantos outros no suporte original”, afirmam.

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    02/03/2004 0h00

    Brasilia está tomada de assalto pela África. Além da exposição Arte na África e do projeto Rodas de Leitura, palestras e workshops sobre a cultura africana, o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) realiza a mostra Olhares Cruzados, pela qual serão exibidos filme produzidos por cineastas africanos. O evento será de hoje ao dia 14 de março, com três sessões diárias.

    Olhares Cruzados reúne raridades da produção cinematográfica africana e tem por objetivo aproximar os brasileiros dessa cultura da qual também fazemos parte. Serão exibidos longas, médias e curtas-metragens.

    Os filmes são obras de alguns dos maiores nomes do cinema contemporâneo africano. Muitos deles são desconhecidos no Brasil, apesar de reconhecimento no continente e outros países, como Itália, França e Estados Unidos, onde já foram realizados vários festivais dedicados ao cinema africano.

    Além da exposição e dos filmes, a cultura africana ainda estará em debate, no dia 10 de março, a partir das 21h15, também no CCBB. A mesa-redonda será composta pelo cineasta e ex-ministro da Cultura e Comunicação de Cabo Verde, Leão Lopes, o estudioso e ex-ministro da Comunicação de Moçambique, José Luis Cabaço, e o estudioso de cinema e atual secretário de Cultura de Angola, Álvaro Pacheco.

    Os filmes produzidos na África demonstram grande preocupação com as tradições. São muitas as obras que recuperam a fala, as festas e o cotidiano de cada região daquele imenso continente.

    Os processos irregulares de crescimento, marcados pelo desmatamento de largas áreas, as diversas guerras civis, os personagens e fatos ligados ao processo de independência política também são retratados em algumas películas. Dentre eles, o longa Ilhéu de Contenda (Portugal, 1995), dirigido por Leão Lopes, e Desobediência (Moçambique, 2002), dirigido por Licinio Azevedo.

    Muitos documentários deixam de lado os problemas da África e retratam as festas populares e homenageiam grandes criadores. Um exemplo é o média-metragem Le Franc (Senegal, 1994), do diretor Djibril Diop Mambéty, e Mopiopio, o Sopro de Angola (Angola, 1991), dirigido por Zezé Gamboa.

    A mostra será aberta com a exibição do filme Nha Fala (Guiné Bissau, 2002), de Flora Gomes. Do cineasta, o filme Po di Sangui (1996) também faz parte da mostra.

    De acordo com as curadoras da mostra, Roberta Matsumoto e Selma Pantoja, a seleção dos títulos não foi nada fácil, pois muitos países passam por dificuldades econômicas e os filmes não estão em boas condições. “Tudo isso trouxe uma certa dificuldade para a obtenção de cópias com qualidade de alguns filmes e impossibilitou a exibição de tantos outros no suporte original”, afirmam.

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