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Instrumental mineiro entre o samba e o pop

Arquivo Geral

13/05/2003 0h00

Canções que vão do samba tradicional ao pop moderno, com forte influência dos ritmos mineiros, é o que oferece o primeiro CD de Cezinha Oliveira. Produção independente, o álbum traz músicas de autoria do próprio Cezinha, instrumentista mineiro com mais de 30 anos de carreira, e de Eliana Verbena, Celso Rosin e Rosana Brito, num mix de poesia e harmonia. Para quem gosta da mistura da moringa ao solo de guitarra, o disco é uma boa pedida. Mas se você é do tipo convencional, pode não gostar de algumas melodias, como a faixa Legado, num arranjo que transita entre jazz e ritmos andinos e espanhóis. Apesar da diversidade dos instrumentos e estilos, o artista mostra preocupação em não transformar o CD numa pesada massa sonora. Mas gosto é gosto e isso não se discute. Se você é do tipo que aposta no sotaque brasileiro não deixe de ouvi-lo. A canção romântica Instinto abre o álbum. No xote/fado Seca, o bandolim divide espaço com a guitarra portuguesa. Sem dúvida, as duas músicas formam a dobradinha mais lírica e melódica do disco. Embriaguez, Uma flor e Lembrança trazem o estilo mineiro consagrado de cantar a natureza. Quem está curtindo uma dor-de-cotovelo com certeza vai gostar de Adaga, algo inspirado em Lupercínio Rodrigues. E, para espantar a tristeza, a faixa Narciso esquenta o clima com um samba-rock. As três faixas, Assinale um X, Legado e Zarabatana (a preferida do cantor), fecham o álbum com um tempero mai pop. O samba tradicional também é lembrado na faixa Carnaval da Agonia, com destaque para o pandeiro, os apitos e pelo requinte jobiniano do piano comandado pelo músico Juliano Beccari.

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    13/05/2003 0h00

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