Depois da abertura oficial da décima edição do Porão do Rock, com os paulistas do Garotos Podres, foi a vez da banda potiguar Allface se apresentar no festival. Os cinco integrantes mostraram um repertório com músicas dos quatro discos da carreira, com destaque para o mais recente, Simples.
“É uma honra tocar em um evento tão grande como o Porão. O público foi muito receptivo e foi uma surpresa muito agradável ver pessoas pedindo algumas músicas do Allface”, comemorou Anderson Risuenho, vocalista da banda, que tem uma sonoridade com influência clara de grupos como Weezer e The Ataris.
A banda brasiliense Linha de Frente fez o terceiro show no primeiro dia do Porão do Rock. O público, que no momento da apresentação ainda era pequeno, ouviu o hardcore vegan do grupo, que traz, como diferencial, três vocalistas em sua formação e um discurso contra o uso de drogas e o consumo de produtos de origem animal.
Linha de Frente surgiu em 2002 e foi escolhida pelo público na segunda noite da seletiva do evento. “O nosso som é para contestar e o mais importante é gerar discussão entre as pessoas”, disse Thyago Lima, um dos vocalistas do Linha de Frente.
Inocentes, lendária banda brasileira de punk rock, subiu ao palco logo depois. Liderado pelo vocalista e guitarrista Clemente, o grupo levou o público ao delírio, com clássicos de seus mais de 25 anos de carreira.
Em seguida, o Galinha Preta, da Ceilândia, Distrito Federal, mostrou porque é uma das bandas mais queridas da cena local. Com o carismático Frango Kaos no vocal e no comando de samplers hilários, o quarteto levantou a platéia, que, no momento, chegava a quase 6 mil pessoas. Roubaram o Meu Rim e Aú foram algumas das músicas presentes no repertório da banda.
Mechanics, atração seguinte, apesar de ter apresentado um show “estupidamente barulhento”, como a própria banda goiana define seu som, não empolgou o público. Formada em 1994, o grupo já havia se apresentado no Porão do Rock em 2001.