Juliana Knust, a Inesita, comenta que, antes de entrar em América, desconhecia as tradições mexicanas. Ao começar a conhecê-las, porém, uma coisa chamou logo a sua atenção: “A maneira como os mexicanos encaram a morte”, ela conta. “A perda de uma pessoa querida deixa saudades, mas eles têm consciência de que ela foi para um lugar melhor. No dia dos mortos, fazem uma grande festa, comemoram com alegria, nada de tristeza”.
A relação com a família e suas tradições também é forte para esse povo. Tanto que Inesita, que até então tinha um relacionamento perfeito com a mãe, vai entrar em conflito com Consuelo, na medida em que for querendo se americanizar.
“Inesita está encontrando dificuldades para fazer amizades e a Consuelo não facilita, por querer manter as tradições mexicanas”, explica Cláudia Jimenez. “Não a deixa ir à escola sozinha, ao baile. Elas vão acabar batendo de frente”.
A atriz acredita que, como Consuelo saiu há tempos do México, acabou mantendo o mesmo estilo de vida que tinha. “Na época dela lá, as coisas eram mais rígidas”, comenta. “E ela sempre se recusou a aderir a qualquer coisa dos Estados Unidos. Tudo dela é mexicano; Consuelo só hospeda latinos, imigrantes ilegais. Ainda vive e respira o universo mexicano”. Por isso, vai estranhar quando sua ilha quiser se enquadrar no american way o life.