Se Elizabeth II não soube como se portar após a morte da princesa Diana, o público soube muito bem o que fazer depois da exibição do longa A Rainha. Aplaudido de pé por mais de 5 minutos durante sua estréia mundial no Festival de Veneza, o filme do diretor Stephen Frears (o mesmo de Alta Fidelidade) foi indicado a seis Oscars, incluindo os de melhor filme, direção e atriz.
A história, que é um misto de ficção e realidade, mostra a difícil situação da Coroa Britânica, após a morte de sua integrante mais querida pelos súditos, a princesa Diana. A rainha Elizabeth II (Helen Mirren), uma pessoa de criação rígida e tradicional, não consegue entender a comoção que se espalha pelo mundo devido ao falecimento da nora. Com isso, ela e a família real se fecham em um silêncio que é completamente repreendido pela mídia.
O primeiro-ministro Tony Blair (Michael Sheen), que havia sido eleito com folga pelo povo há poucos meses, resolve tomar o comando da situação. Não só faz discursos que agradam a população, por entender a sua dor, como tenta convencer a monarca a adotar uma postura mais popular, para não enfraquecer a imagem da família real.
O filme já ganhou uma série de prêmios incluindo o Osella de Ouro para o melhor roteiro, que foi escrito por Peter Morgan (o mesmo de O Último Rei da Escócia), e a Taça Volpi de melhor atriz para Helen Mirren, que interpreta a rainha. Um brasileiro, o diretor de fotografia Affonso Beato, também faz parte dessa produção.