Menu
Promoções

Indicações para os Brit Awards destacam astros nascidos na Inglaterra

Arquivo Geral

17/01/2007 0h00

A banda Muse, Lily Allen e o duo Gnarls Barkley receberam três indicações cada para os Brit Awards, liderando a disputa pelos prêmios, cujas indicações foram anunciadas na terça-feira.

A Muse e Lilly Allen vão disputar o cobiçado prêmio de Álbum Britânico do ano, num ano em que artistas nascidos na Grã-Bretanha foram responsáveis por sete dos álbuns mais vendidos. Gnarls Barkley pode ter uma vitória inconteste nos prêmios internacionais.

Três dos principais cantores e compositores da Grã-Bretanha – Amy Winehouse, Corinne Bailey Rae e James Morrison – receberam duas indicações cada.

Duas indicações foram dadas também ao Arctic Monkeys, os mestres do hype virtual, que lideraram uma revolução na Internet no setor da música e ostentam o álbum de vendas mais rápidas de todos os tempos na Grã-Bretanha. A banda já tem um prêmio Mercury Music.

A concorrência pelo prêmio de melhor artista solo masculino internacional traz finalistas interessantes que abrangem diversas gerações pop: Beck, Bob Dylan, Jack Johnson, Justin Timberlake e Damien Rice.

Beyonce, Pink, Nelly Furtado, Christina Aguilera e Cat Power vão disputar o prêmio de melhor artista solo feminina internacional. Os prêmios serão anunciados no Dia dos Namorados, 14 de fevereiro.

Os críticos especializados disseram que 2006 foi um ano excelente para artistas britânicos, mas as vendas de CDs caíram 2,5%, a gigante da música EMI divulgou um aviso de lucros e a rede varejista HMV anunciou prejuízos.

"Em termos criativos, a música anda tão saudável quanto nunca, especialmente a música britânica", comentou Gareth Grundy, vice-editor da Q Magazine. "Mas as grandes gravadoras estão tendo dificuldade em enfrentar a era digital".

"O setor da música está em fase de transição, algo que é muito instigante para quem é uma banda. Se a banda for boa, pode levar sua música para o público muito rapidamente. Mas para quem é um executivo de gravadora tentando conservar-se em seu emprego, a situação está assustadora".

As vendas digitais de música mais que dobraram em todo o mundo no primeiro semestre de 2006. Mas o mercado global sofreu queda de 4%. A Grã-Bretanha é o terceiro maior mercado de música do mundo, depois dos Estados Unidos e do Japão.
O crítico musical Neil McCormick, do jornal Daily Telegraph, disse que 2006 foi um ano ótimo para a música britânica. 

"É muito correto que o Oasis vá receber um prêmio pelo conjunto de seu trabalho este ano, já que esta é uma nova era do Britpop".

"Mas as grandes gravadoras estão se esforçando para descobrir como podem continuar a ganhar quantidades extorsivas de dinheiro, dentro desta cultura dos downloads. Sabíamos havia dez anos que a tempestade digital estava chegando. Não vão faltar executivos fazendo muita força para não serem levados embora na enxurrada".

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado