Descoberto em 1973 por Bishop et Al, o rotavírus recebeu esse nome por ser de formato circular. Sua transmissão dá-se de diferentes maneiras. O vírus é eliminado em grande quantidade nas fezes de pacientes infectados e propaga-se por meio das micropartículas que ficam nas mãos, água, alimentos ou objetos contaminados. Estima-se que para cada mililitro de fezes existam um trilhão de rotavírus. Outra possível via de transmissão é a respiratória, por meio de aerossóis.
O período de incubação da doença varia de um a três dias. Os principais sintomas são vômitos, febre e diarréia líquida constante, que, se não tratada, pode levar a uma grave desidratação no paciente. “O importante é evitar a desidratação para que a doença não evolua para o óbito”, observa Eduardo Hage.
Mesmo sendo mais comum em crianças menores de 5 anos, o rotavírus também pode atingir adultos, principalmente mães, funcionários de berçários e creches, e profissionais de saúde. Esse vírus é o principal responsável por surtos de diarréia em creches, pré-escolas e enfermarias pediátricas.
Nas regiões onde as estações são bem definidas, o vírus se propaga com mais facilidade no inverno, não tendo preferência por área urbana ou rural. Sua transmissão é mais comum nos locais onde se tem um maior aglomerado de pessoas. As regiões onde as condições sócioeducacionais são precárias e o saneamento é inexistente ou insuficiente são as mais atingidas.
O diagnóstico da doença é realizado por meio da história clínica do paciente, antecedentes epidemiológicos e exame clínico. No entanto, a confirmação laboratorial é fundamental, já que a diarréia por rotavírus pode apresentar as mesmas características de outros agentes etiológicos.