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Incontinência urinária nas mulheres

Arquivo Geral

23/08/2004 0h00

Todas as mulheres que estão na menopausa e que já tiveram filhos de parto normal, estão sujeitas a um probleminha chato e que perturba sua vida social: a incontinência urinária. Só nos Estados Unidos contabiliza-se mais de 30 milhões afetadas por esse problema, cujo tratamento vai depender da identificação de qual tipo de incontinência sofre a paciente.

A incontinência urinária é a perda involuntária de urina da bexiga em situações impróprias. Ela ocorre a partir do enfraquecimento do músculo que fecha o canal urinário — o esfíncter.

O problema atinge 1/4 das mulheres após a menopausa. E, neste caso, a incidência é bem mais nas que tiveram filhos de parto normal. E quanto maior o número de partos, maior a possibilidade de se contrair, no futuro, a incontinência. Acontecem também com aquelas que fizeram histerectomia (cirurgia para retirada do útero) ou tiveram traumas na região pélvica.

Casos Esta disfunção pode ser passageira ou persistente. No primeiro caso, a transitoriedade pode ser provocada pelo uso de certos medicamentos, ou então a alguns tipos de infecções (urinárias, vaginites) ou até mesmo por uma deficiência hormonal. Na outra situação, a incontinência pode durar mais do que o esperado, ser mais persistente, inclusive piorando com o passar do tempo. A mulher precisa ficar atenta.

A medicina costuma apontar um tipo muito comum de incontinência urinária feminina, que é aquela conhecida como de esforço ou estresse. Ela ocorre quando há um aumento repentino da pressão intra-abdominal como tossir, espirrar, rir, pular, correr ou realizar algum esforço maior.

O fato é que para todos os tipos de incontinência, há tratamento. Ele é necessário porque a perda involuntaria de urina afeta substancialmente a vida social das mulheres. É um transtorno que pode ser evitado, basta que se procure um especialista na área.

DiagnósticoDe acordo com o dr. Adriano Fregonesi, professor assistente de Urologia da Unicamp, existem várias opções de tratamentos para as mulheres: “Hoje existem tratamentos eficientes para a incontinência. Dependendo do diagnóstico, podem ser usados medicamentos ou cirurgias minimamente invasivas”.

Segundo artigo publicado pelo dr. Rogério Simonnetti Alves, da Universidade Federal de São Paulo-Unifesp, a cirurgia é a melhor saída, ainda que haja rejeição: “Os melhores resultados no tratamento da incontinência urinária feminina são alcançados por meio dos procedimentos cirúrgicos. Entretanto há mulheres que não aceitam a operação, outras desejam ter mais filhos e muitas vezes existem contra-indicações clínicas à cirurgia.”

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    Incontinência urinária nas mulheres

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    23/08/2004 0h00

    Todas as mulheres que estão na menopausa e que já tiveram filhos de parto normal, estão sujeitas a um probleminha chato e que perturba sua vida social: a incontinência urinária. Só nos Estados Unidos contabiliza-se mais de 30 milhões afetadas por esse problema, cujo tratamento vai depender da identificação de qual tipo de incontinência sofre a paciente.

    A incontinência urinária é a perda involuntária de urina da bexiga em situações impróprias. Ela ocorre a partir do enfraquecimento do músculo que fecha o canal urinário — o esfíncter.

    O problema atinge 1/4 das mulheres após a menopausa. E, neste caso, a incidência é bem mais nas que tiveram filhos de parto normal. E quanto maior o número de partos, maior a possibilidade de se contrair, no futuro, a incontinência. Acontecem também com aquelas que fizeram histerectomia (cirurgia para retirada do útero) ou tiveram traumas na região pélvica.

    Casos Esta disfunção pode ser passageira ou persistente. No primeiro caso, a transitoriedade pode ser provocada pelo uso de certos medicamentos, ou então a alguns tipos de infecções (urinárias, vaginites) ou até mesmo por uma deficiência hormonal. Na outra situação, a incontinência pode durar mais do que o esperado, ser mais persistente, inclusive piorando com o passar do tempo. A mulher precisa ficar atenta.

    A medicina costuma apontar um tipo muito comum de incontinência urinária feminina, que é aquela conhecida como de esforço ou estresse. Ela ocorre quando há um aumento repentino da pressão intra-abdominal como tossir, espirrar, rir, pular, correr ou realizar algum esforço maior.

    O fato é que para todos os tipos de incontinência, há tratamento. Ele é necessário porque a perda involuntaria de urina afeta substancialmente a vida social das mulheres. É um transtorno que pode ser evitado, basta que se procure um especialista na área.

    DiagnósticoDe acordo com o dr. Adriano Fregonesi, professor assistente de Urologia da Unicamp, existem várias opções de tratamentos para as mulheres: “Hoje existem tratamentos eficientes para a incontinência. Dependendo do diagnóstico, podem ser usados medicamentos ou cirurgias minimamente invasivas”.

    Segundo artigo publicado pelo dr. Rogério Simonnetti Alves, da Universidade Federal de São Paulo-Unifesp, a cirurgia é a melhor saída, ainda que haja rejeição: “Os melhores resultados no tratamento da incontinência urinária feminina são alcançados por meio dos procedimentos cirúrgicos. Entretanto há mulheres que não aceitam a operação, outras desejam ter mais filhos e muitas vezes existem contra-indicações clínicas à cirurgia.”

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