Todas as mulheres que estão na menopausa e que já tiveram filhos de parto normal, estão sujeitas a um probleminha chato e que perturba sua vida social: a incontinência urinária. Só nos Estados Unidos contabiliza-se mais de 30 milhões afetadas por esse problema, cujo tratamento vai depender da identificação de qual tipo de incontinência sofre a paciente.
A incontinência urinária é a perda involuntária de urina da bexiga em situações impróprias. Ela ocorre a partir do enfraquecimento do músculo que fecha o canal urinário — o esfíncter.
O problema atinge 1/4 das mulheres após a menopausa. E, neste caso, a incidência é bem mais nas que tiveram filhos de parto normal. E quanto maior o número de partos, maior a possibilidade de se contrair, no futuro, a incontinência. Acontecem também com aquelas que fizeram histerectomia (cirurgia para retirada do útero) ou tiveram traumas na região pélvica.
Casos Esta disfunção pode ser passageira ou persistente. No primeiro caso, a transitoriedade pode ser provocada pelo uso de certos medicamentos, ou então a alguns tipos de infecções (urinárias, vaginites) ou até mesmo por uma deficiência hormonal. Na outra situação, a incontinência pode durar mais do que o esperado, ser mais persistente, inclusive piorando com o passar do tempo. A mulher precisa ficar atenta.
A medicina costuma apontar um tipo muito comum de incontinência urinária feminina, que é aquela conhecida como de esforço ou estresse. Ela ocorre quando há um aumento repentino da pressão intra-abdominal como tossir, espirrar, rir, pular, correr ou realizar algum esforço maior.
O fato é que para todos os tipos de incontinência, há tratamento. Ele é necessário porque a perda involuntaria de urina afeta substancialmente a vida social das mulheres. É um transtorno que pode ser evitado, basta que se procure um especialista na área.
DiagnósticoDe acordo com o dr. Adriano Fregonesi, professor assistente de Urologia da Unicamp, existem várias opções de tratamentos para as mulheres: “Hoje existem tratamentos eficientes para a incontinência. Dependendo do diagnóstico, podem ser usados medicamentos ou cirurgias minimamente invasivas”.
Segundo artigo publicado pelo dr. Rogério Simonnetti Alves, da Universidade Federal de São Paulo-Unifesp, a cirurgia é a melhor saída, ainda que haja rejeição: “Os melhores resultados no tratamento da incontinência urinária feminina são alcançados por meio dos procedimentos cirúrgicos. Entretanto há mulheres que não aceitam a operação, outras desejam ter mais filhos e muitas vezes existem contra-indicações clínicas à cirurgia.”