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Homem-coelho em vôo solo

Arquivo Geral

22/07/2004 0h00

Se pensamos em uma banda de rock de Liverpool, vem sempre à cabeça a maior de todas – The Beatles. Mas sempre haverá alguém para lembrar o Echo & the Bunnymen, que guiou os ouvidos de milhares de jovens na década de 80 com canções como Lips Like Sugar, The Cutter ou The Killing Moon. E, agora, mais de 25 anos depois do início de sua carreira com o Echo, o inglês Ian McCulloch, conterrâneo de Lennon e McCartney, vem a Brasília reviver momentos que nunca se perderam nos anos oitenta. O cantor apresenta amanhã, no Iate Clube, pela primeira vez na cidade.

Dono de uma das vozes mais cultuadas do rock mundial, Ian já esteve no Brasil seis vezes com sua banda e sempre demonstrou amor ao País. “O público brasileiro sempre parece emocionado, conhece a maioria das canções e demonstra muito carinho”, disse ontem o cantor – que está em Sâo Paulo – em entrevista ao Jornal de Brasília, por telefone.

Toda essa paixão pelo Brasil se justifica pela primeira impressão brasileira: em 1987, o Echo & the Bunnymen fez uma turnê nacional e, até hoje, o músico cita os shows em terra brasilis como os melhores de sua carreira.

No show de amanhã, Ian terá a companhia de dois integrantes da atual formação do Echo, ou dos Bunnymen, como ele prefere dizer – Paul Fleming (teclados) e Goudie Gordon (guitarra). Além dos companheiros ingleses, músicos brasileiros foram escalados. O percussionista Da Lua e o baixista Sílvio Mazzuca estarão presentes nas cinco apresentações que o cantor fará no País. A primeira delas é hoje, em São Paulo. Depois de Brasília, a trupe viaja para Porto Alegre, Belo Horizonte e Rio de Janeiro.

No entanto, um convidado especial ajudará a esquentar o clima em cada cidade. O palco do Iate Clube, terá, então, um encontro oitentista entre o rock inglês e o brasiliense. É que Philippe Seabra, vocalista e guitarrista da Plebe Rude, fará parte do time, mesmo sem conhecer o inglês pessoalmente. “Recebi o convite, mas ainda não preparamos nada. Estou esperando o Ian chegar para combinarmos tudo certinho”, conta Seabra. Para as outras cidades, já foram escalados Léo Jaime (SP), Frejat (Rio), Samuel Rosa (BH) e Wander Wildner (RS).

O repertório da turnê é baseado no álbum solo Slideling, lançado no ano passado por McCulloch. “Mas sempre toco canções do Echo & the Bunnymen”, revela o líder dos “homens-coelhos”. O cantor também promete músicas de seus outros discos solo (Candleland e Mysterio) e homenagens a David Bowie, Beatles e Lou Reed.

HISTÓRIA O Echo & the Bunnymen foi formado em Liverpool (Inglaterra), em 1978, por Ian McCulloch (voz), Will Sergeant (guitarra) e Les Pattinson (baixo). Logo depois, o baterista Pete de Freitas se uniu ao trio. O disco de estréia, Crocodiles, chegou à 17ª colocação nas paradas britânicas.

A sonoridade da banda já se definia como uma releitura da psicodelia e melodias elaboradas, sob uma ótica pós-punk. O grande salto da carreira da banda foi o quarto álbum, Ocean Rain, lançado em 1984. As músicas The Killing Moon e The Cutter tocavam incessantemente em rádios do mundo inteiro. McCulloch decidiu sair da banda em 1988 e lançou, um ano depois, seu primeiro disco solo, Candleland.

Os remanescentes decidiram seguir adiante mesmo assim. Mas sofreu outro baque: o baterista Pete de Freitas morreu em um acidente de moto, em 1999. O álbum Reverberation, de 1990, foi um fracasso e a decisão de dar um tempo com o Echo foi inevitável. Somente em 1997, com a reunião de Ian e Will, o Echo & the Bunnymen voltou com força total e, desde então, colocaram três discos na praça. De acordo com o próprio Ian, o próximo sairá em março ou abril do próximo ano.

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    Dono de uma das vozes mais cultuadas do rock mundial, Ian já esteve no Brasil seis vezes com sua banda e sempre demonstrou amor ao País. “O público brasileiro sempre parece emocionado, conhece a maioria das canções e demonstra muito carinho”, disse ontem o cantor – que está em Sâo Paulo – em entrevista ao Jornal de Brasília, por telefone.

    Toda essa paixão pelo Brasil se justifica pela primeira impressão brasileira: em 1987, o Echo & the Bunnymen fez uma turnê nacional e, até hoje, o músico cita os shows em terra brasilis como os melhores de sua carreira.

    No show de amanhã, Ian terá a companhia de dois integrantes da atual formação do Echo, ou dos Bunnymen, como ele prefere dizer – Paul Fleming (teclados) e Goudie Gordon (guitarra). Além dos companheiros ingleses, músicos brasileiros foram escalados. O percussionista Da Lua e o baixista Sílvio Mazzuca estarão presentes nas cinco apresentações que o cantor fará no País. A primeira delas é hoje, em São Paulo. Depois de Brasília, a trupe viaja para Porto Alegre, Belo Horizonte e Rio de Janeiro.

    No entanto, um convidado especial ajudará a esquentar o clima em cada cidade. O palco do Iate Clube, terá, então, um encontro oitentista entre o rock inglês e o brasiliense. É que Philippe Seabra, vocalista e guitarrista da Plebe Rude, fará parte do time, mesmo sem conhecer o inglês pessoalmente. “Recebi o convite, mas ainda não preparamos nada. Estou esperando o Ian chegar para combinarmos tudo certinho”, conta Seabra. Para as outras cidades, já foram escalados Léo Jaime (SP), Frejat (Rio), Samuel Rosa (BH) e Wander Wildner (RS).

    O repertório da turnê é baseado no álbum solo Slideling, lançado no ano passado por McCulloch. “Mas sempre toco canções do Echo & the Bunnymen”, revela o líder dos “homens-coelhos”. O cantor também promete músicas de seus outros discos solo (Candleland e Mysterio) e homenagens a David Bowie, Beatles e Lou Reed.

    HISTÓRIA O Echo & the Bunnymen foi formado em Liverpool (Inglaterra), em 1978, por Ian McCulloch (voz), Will Sergeant (guitarra) e Les Pattinson (baixo). Logo depois, o baterista Pete de Freitas se uniu ao trio. O disco de estréia, Crocodiles, chegou à 17ª colocação nas paradas britânicas.

    A sonoridade da banda já se definia como uma releitura da psicodelia e melodias elaboradas, sob uma ótica pós-punk. O grande salto da carreira da banda foi o quarto álbum, Ocean Rain, lançado em 1984. As músicas The Killing Moon e The Cutter tocavam incessantemente em rádios do mundo inteiro. McCulloch decidiu sair da banda em 1988 e lançou, um ano depois, seu primeiro disco solo, Candleland.

    Os remanescentes decidiram seguir adiante mesmo assim. Mas sofreu outro baque: o baterista Pete de Freitas morreu em um acidente de moto, em 1999. O álbum Reverberation, de 1990, foi um fracasso e a decisão de dar um tempo com o Echo foi inevitável. Somente em 1997, com a reunião de Ian e Will, o Echo & the Bunnymen voltou com força total e, desde então, colocaram três discos na praça. De acordo com o próprio Ian, o próximo sairá em março ou abril do próximo ano.

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