Uma pneumonia matou, no domingo, o comediante Bob Hope, de cem anos. Inglês, nascido Leslie Townes Hope, o ator fez fama tanto na tela, como no rádio e no front, animando platéias de soldados da Segunda Guerra Mundial à Guerra do Golfo. Colecionou cinco Oscars honorários, foi eleito Cidadão do Século de Holywood e ganhou uma placa de bronze ao lado de uma de suas quatro estrelas na Caçada da Fama.
Recentemente, por conta das comemorações de seu centenário, recebeu homenagens dos fãs do cinema, dos veteranos de guerra e de uma longa lista de celebridades, incluindo a rainha Elizabeth II. Pai de Linda, Bob era casado há quase 70 anos com a mulher Dolores.
Bob nasceu em Londres mas mudou-se para os Estados Unidos ainda criança, com a família. Começou carreira artística como dançarino e comediante de teatro. Estreou no cinema nos anos 30 com o filme Folia a Bordo. Nele, cantava Thanks for the Memory, tema que passou a identificá-lo ao longo de sua carreira. Vieram depois O Valente Treme-Treme, de 48, O Rei da Confusão, de 53, e Como Cometer Um Casamento, de 69, entre muitos outros. Seus principais parceiros no cinema foram os também lendários Dorothy Lamour e Bing Crosby.
Nos anos 40, começou a atuar como comediante no front, primeiramente na Segunda Guerra. Ao mesmo tempo em que entretinha soldados, ganhou a antipatia de muitos que se opunham a intervenções americanas em países como Coréia e Vietnã. Para estes, Bob passou a representar um tipo de humor conservador e grosseiro. Bob se tornou o único civil nomeado veterano honorário das Forças Armadas.