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Hollywood dá adeus oficial à greve dos roteiristas

Arquivo Geral

13/02/2008 0h00

Como já era esperado, os membros do Sindicato de Roteiristas dos EUA (WGA, na sigla em inglês) aceitaram, por meio de uma votação, dar por encerrada a greve e voltar a seus postos de trabalho nesta quarta-feira.

Passaram-se três meses e uma semana desde que os roteiristas paralisaram suas atividades totalmente para exigir uma compensação pela difusão de seus trabalhos na internet.

A decisão de por fim à greve foi tomada por 92,5% dos 3.775 membros do WGA, que votaram em Nova York e Los Angeles.

“Esta não foi uma greve que queríamos, mas foi necessária para estabelecer uma jurisdição em torno da compensação por nosso trabalho divulgado na internet e nos novos meios de comunicação”, disse hoje Patric Verrone, do WGA.

Após 14 semanas de negociações com a Aliança de Produtores de Cinema e Televisão (AMPTP), representantes dos grandes estúdios, no último fim de semana as duas frentes alcançaram um princípio de acordo que agora deve ser ratificado pelo sindicato.

Os líderes sindicais da negociação se reuniram com sua direção no domingo, um dia após ter estipulado as linhas gerais do novo contrato de três anos com os estúdios, o que deu origem ao apoio unânime ao acordo.

Esse texto deve agora ser ratificado por seus membros nas duas próximas semanas, mas a indústria voltará ao trabalho já na quarta-feira.

Espera-se que o processo para a ratificação do contrato, que acontecerá por meio de novas votações, termine em 26 de fevereiro, dois dias depois da cerimônia de premiação do Oscar, que poderá acontecer em seu formato tradicional.

“Estou extasiado com o fato de que o Oscar poderá acontecer normalmente, com grandes escritores, um grupo fantástico de apresentadores e atuações, e o mais importante, que todos os candidatos possam ir à cerimônia sem dúvidas ou qualquer mal-estar”, disse hoje em comunicado Sid Ganis, presidente da Academia de Hollywood.

Os roteiristas receberão US$ 1.200 por cada programa exibido na internet durante os dois primeiros anos e 3% dos lucros a partir do terceiro ano. Para os formatos que não incluem publicidade, os pagamentos serão de 1,2%.

“Vamos receber uma porcentagem do lucro líquido dos distribuidores. É uma quantidade de dinheiro muito realista”, afirmou Michael Winship, do WGA.

“Nunca saberemos se conseguiríamos isso sem a greve. Mas o importante é voltar a trabalhar e não olhar para trás”, disse Leslie Moonves, conselheira delegada da CBS.

Hollywood diz adeus assim aos dias de intensas reuniões, negociações que não avançavam, aos piquetes e a uma inatividade que custou à economia local do entretenimento de Los Angeles cerca de US$ 2 bilhões.

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