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História antiga, mas consistente, merece um bis

Arquivo Geral

20/10/2004 0h00

Lerê, lerê. Quase 30 anos depois, A Escrava Isaura ataca novamente. Desta vez na Record – a versão original, de 1976, foi na Globo –, a novela estreou na segunda-feira com 12 pontos de audiência, ficando atrás apenas da Globo, que, nesse horário, contabilizou 31 pontos.

São dados aferidos pelo Ibope de São Paulo, mas refletem hábitos de audiência comuns a todo o Brasil – especialmente quando se trata de novela. Muita gente que assistiu à primeira versão não vai querer perder esse remake.

Não é para menos. A Escrava Isaura, baseada na obra de Bernardo Guimarães, retoma os tempos da escravidão, tema envolvente ao extremo. Logo no primeiro capítulo, vê-se que a Record está investindo alto nesta produção, que tem até Rubens de Falco e Norma Blum, presentes na primeira exibição da novela e, de certa forma, conferindo autenticidade ao remake.

A expectativa permanece quanto à personagem central, Isaura, vivida por Lucélia Santos na versão original e agora sob a responsabilidade de Bianca Rinaldi. Até então, é conhecida por uma ponta em Malhação (Globo) e, no SBT, por ter atuado em Pícara Sonhadora e Pequena Travessa (nesta última, fez o papel de uma garota que se fazia passar por rapaz, verossimilhança zero).

Agora, camuflou os cabelos loiros e os olhos azuis para encarnar a filha da escrava. Saiu-se bem, inclusive ostentando com alguns trejeitos de Lucélia. Pelo jeito, pegou o espírito da coisa. De qualquer forma, A Escrava Isaura não deve ser vista com olhos saudosos da original. Com os recursos atuais, pode marcar presença em elementos cênicos – e, importante, fazer o telespectador esquecer Metamorphoses, a malsucedida tentativa recente que a Record empreendeu de investir na teledramaturgia. Erros existem para ensinar.

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    São dados aferidos pelo Ibope de São Paulo, mas refletem hábitos de audiência comuns a todo o Brasil – especialmente quando se trata de novela. Muita gente que assistiu à primeira versão não vai querer perder esse remake.

    Não é para menos. A Escrava Isaura, baseada na obra de Bernardo Guimarães, retoma os tempos da escravidão, tema envolvente ao extremo. Logo no primeiro capítulo, vê-se que a Record está investindo alto nesta produção, que tem até Rubens de Falco e Norma Blum, presentes na primeira exibição da novela e, de certa forma, conferindo autenticidade ao remake.

    A expectativa permanece quanto à personagem central, Isaura, vivida por Lucélia Santos na versão original e agora sob a responsabilidade de Bianca Rinaldi. Até então, é conhecida por uma ponta em Malhação (Globo) e, no SBT, por ter atuado em Pícara Sonhadora e Pequena Travessa (nesta última, fez o papel de uma garota que se fazia passar por rapaz, verossimilhança zero).

    Agora, camuflou os cabelos loiros e os olhos azuis para encarnar a filha da escrava. Saiu-se bem, inclusive ostentando com alguns trejeitos de Lucélia. Pelo jeito, pegou o espírito da coisa. De qualquer forma, A Escrava Isaura não deve ser vista com olhos saudosos da original. Com os recursos atuais, pode marcar presença em elementos cênicos – e, importante, fazer o telespectador esquecer Metamorphoses, a malsucedida tentativa recente que a Record empreendeu de investir na teledramaturgia. Erros existem para ensinar.

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