A hipertrofia das amígdalas é a grande causadora da chamada síndrome da apnéia obstrutiva do sono. De acordo com a pediatra da Unifesp, o diagnóstico da apnéia do sono se tornou, nos anos 90, um motivo freqüente para a retirada desses tecidos.
A parada respiratória (ou apnéia) durante a noite causa microdespertares que têm como conseqüências, nos adultos, sonolência diurna, perda de memória e diminuição da libido. “A criança é mais sensível. A apnéia pode causar danos no cérebro e, por tabela, dificuldades no aprendizado”, afirma a pediatra Lucila.
Não há dúvidas de que a retirada das amígdalas e/ou da adenóide seja uma operação sem grandes complicações. Mas, segundo Shirley Pignatari, chefe da disciplina de Otorrinolaringologia Pediátrica da Unifesp, no caso das amígdalas, o pós-operatório exige cuidados.
“Independentemente da técnica cirúrgica, a recuperação costuma ser mais dolorosa, necessitando quase sempre de analgésicos. Embora os pacientes freqüentemente possam receber alta hospitalar no mesmo dia, não é incomum que permaneçam internados por, pelo menos, um dia”, diz Pignatari.
Mas, afinal, como fica o nosso sistema imunológico sem elas? Segundo a médica, as amígdalas e a adenóide representam apenas um entre muitos sítios de defesa imunológica que se encontram espalhados ao longo da via respiratória e digestiva e em outras regiões do corpo humano. Portanto não são essenciais para a defesa do organismo. “Quando a cirurgia é bem indicada, o paciente fica menos vulnerável às infecções das vias respiratórias”, diz.