No seu álbum de estréia como compositor – o segundo da carreira – o guitarrista carioca Heitor Castro investe na mistura de texturas sonoras com cruzamentos entre o jazz, o barroco, a música oriental e o brasilianíssimo baião. O resultado alcançado com a experiência foi o disco Spiritual Jazz, lançado no mercado brasileiro e norte-americano.
Considerado revelação no gênero do jazz há dez anos, quando surgiu com o álbum Beatles Juice, em tributo aos Fab Four de Liverpool, Heitor acertou a mão na sua nova proposta de reunir estilos dentro do jazz. Não é o que se pode chamar de uma inovação. Porém não deixa de ser algumas vezes interessante, a exemplo da música Bach (ião), seu cartão de visita. Gravada no início dos anos 90, Heitor conta com uma linha de baixo fantástica executada pelo falecido mestre Nico Assumpção.
De faixa para faixa as composições se revigoram mais pelos bons músicos – como Léo Gandelman, Zé Renato e o próprio Heitor – do que pelo repertório, muito imaturo.