O segundo dia do “El mapa de todos” foi marcada pela distorção. As bandas Facas Voadoras (MS), Macaco Bong (MT), Turbopótamos (Peru) e Babasónicos (Argentina) abusaram das guitarras. O público não compareceu em peso como na quinta-feira (27), quando Marcelo Camelo tocou, mas conseguiu encher o auditório do Espaço Brasil Telecom.
A primeira banda da noite foi Facas Voadoras. O trio foi escolhido através de votação na internet. O público ainda não tinha chegado. Poucas pessoas assistiram à apresentação dos meninos de Campo Grande, que têm um pé no rock setentista. Com solos estridentes e boas linhas de baixo, o Facas Voadoras agradou a quem estava no palco foyer.
O vocalista da banda, Leonardo Schmidt, aprovou a proposta do festival de unificar a cultura ibero-americana. “Não conhecia nenhuma banda, e elas são famosas em seus países. Gostei muito do que já vi”, diz.
Logo depois, o Macaco Bong subiu ao palco do auditório. O trio, formado por Bruno Kayapy (guitarra), Ynaiã Benthroldo (batera) e Ney Hugo (baixo) toca um som instrumental indefinido. A banda, pelo jeito, passou um bom tempo trabalhando as músicas, que saíram redondas. Bruno terminou o show com uma performance grunge: jogou a guitarra no chão e saiu engatinhando, como costumava fazer o vocalista do Nirvana, Kurt Cobain.
Bruno também gostou da idéia do “El mapa”. “É genial, acho até que demorou pra rolar essa consciência de reunir bandas que moram em países tão próximos”, diz. O guitarrista alerta que as bandas não podem ficar “à mercê de esperar para tocar no Porão do Rock”.
Bruno mal terminou a entrevista e os peruanos do “Turbopótamos” começaram o show com um riff de guitarra pegajoso. Eles fazem um som no estilo “ska-punk”, e, durante o show, chegam a lembrar a californiana Rancid. O Turbopótamos teve a sorte de tocar para um público maior, que aplaudiu bastante os peruanos. No fim, o vocalista Humberto revelou: “esperamos voltar logo”.
A atração principal da noite foi a argentina Babasónicos. Com uma calça justa verde-limão, o vocalista Adrián Dárgelos não parava no palco. O argentino comandou o som ora rock, ora balada melosa, ora “disco”. A banda tem 16 anos de estrada, o que fez com que o entrosamento seja nítido durante a execução das músicas.
Já no fim do show, o público (alguns fãs cantavam todas as músicas) se aglomerou em frente ao palco. Empolgada, a banda fechou o show com a hit “Así”.
Neste sábado, as bandas “La quimera del tango” (Argentina), Sr. Chinarro (Espanha), Mundo Livre S/A (Brasil) e a chilena Javiera Mena fecham o festival. Os shows, como em todos os dias, começam às 20h30. Os ingressos custam R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia).