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Guerra na TV pode causar estresse

Arquivo Geral

10/04/2003 0h00

Acompanhar a cobertura contínua da guerra entre os EUA e o Iraque, pela televisão, poderia prejudicar a saúde física e mental de algumas pessoas, causando estresse, insônia, dores de estômago e sentimentos de culpa, em alguns casos. As crianças também poderiam ser afetadas se os adultos não vigiarem o que vêem na TV sobre a guerra ou se não lhes explicar o que está acontecendo, segundo psicólogos entrevistados pela agência de notícias Reuters em vários países.

Essa cobertura da guerra no Iraque foi a mais extensa e vívida de qualquer conflito bélico até hoje, com os jornalistas que acompanham as tropas norte-americanas e britânicas oferecendo reportagens ao vivo desde várias cidades iraquianas.

Michael Nuccitelli, psicólogo e diretor da SLS Health, uma clínica em Brewster, Nova York (EUA), disse que a cobertura da guerra podia tornar-se um hábito tão forte como um programa esportivo. “Estamos recebendo uma informação atrás da outra”, afirmou Nuccitelli. “É quase como ver uma partida de futebol; o telespectador quer continuar sabendo o desdobramento”, continuou.

“Isso aumenta a formação de simbolismos e, obviamente, provoca estresse e ansiedade”.

A psicóloga alemã Hildegard Adler comentou que havia atendido pacientes angustiados pelas imagens da televisão, assim como com sentimentos de culpa ou medo, e insistiu que as pessoas aparentemente estáveis não são imunes a esses sentimentos. “Todos temos um certo grau de sensibilidade”, afirmou a psicóloga.

Já Patricia Saunders, psicóloga e diretora do Centro de Saúde Mental de Manhattan, disse que muitas pessoas não estão conscientes que seu grau de estresse está aumentando. “Nosso corpo também expressa emoções”, comentou.

“As pessoas sofrem mais dores de cabeça, de estômago e até ocorre o aumento de infecções menores; o estresse afeta o sistema imunológico”, explica Sauders.

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    10/04/2003 0h00

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    Essa cobertura da guerra no Iraque foi a mais extensa e vívida de qualquer conflito bélico até hoje, com os jornalistas que acompanham as tropas norte-americanas e britânicas oferecendo reportagens ao vivo desde várias cidades iraquianas.

    Michael Nuccitelli, psicólogo e diretor da SLS Health, uma clínica em Brewster, Nova York (EUA), disse que a cobertura da guerra podia tornar-se um hábito tão forte como um programa esportivo. “Estamos recebendo uma informação atrás da outra”, afirmou Nuccitelli. “É quase como ver uma partida de futebol; o telespectador quer continuar sabendo o desdobramento”, continuou.

    “Isso aumenta a formação de simbolismos e, obviamente, provoca estresse e ansiedade”.

    A psicóloga alemã Hildegard Adler comentou que havia atendido pacientes angustiados pelas imagens da televisão, assim como com sentimentos de culpa ou medo, e insistiu que as pessoas aparentemente estáveis não são imunes a esses sentimentos. “Todos temos um certo grau de sensibilidade”, afirmou a psicóloga.

    Já Patricia Saunders, psicóloga e diretora do Centro de Saúde Mental de Manhattan, disse que muitas pessoas não estão conscientes que seu grau de estresse está aumentando. “Nosso corpo também expressa emoções”, comentou.

    “As pessoas sofrem mais dores de cabeça, de estômago e até ocorre o aumento de infecções menores; o estresse afeta o sistema imunológico”, explica Sauders.

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