A mostra “Guedes”, a primeira realizada por este artista na Espanha, reúne 112 obras inéditas, que incluem 96 fotografias, oito de filmes audiovisuais, sete objetos e uma instalação na cristaleira da fachada do museu.
Em entrevista coletiva, Guedes, acompanhado pela diretora do museu, Consuelo Ciscar, e o comissário da mostra, Nilo Casares, expressou sua “satisfação e emoção” para mostrar pela primeira vez sua obra na Espanha, no IVAM.
Guedes é “um artista polivalente que representa o espírito de movimentos emergentes relacionados com o conhecimento aberto e a inteligência coletiva”, destacou Casares.
É um artista, cuja obra é “uma reflexão sobre a natureza de seu país, seu urbanismo e suas pessoas”, que “se integra nos suportes técnicos de seu tempo e seus ideias se associam com a realidade contemporânea, razão pela qual, ícones do presente fazem parte de sua obra eclética e cotidiana”.
O crítico de arte explicou que Guedes, a quem classificou de “basicamente pintor”, realizou uma obra multidisciplinar adaptada às características da sala a Muralha, por isso que sua montagem foi bastante complexa.
Assinalou que “um interesse de Guedes é acabar com os limites entre as artes, com a ideia de criar um todo comunicativo”.
“Sua obra vista como um todo parece querer romper com as barreiras que hierarquizam e dividem o pensamento para organizar um conhecimento híbrido onde as artes vivam em heterogeneidade e multiplicidade de sensações”, ressaltou.
Ciscar agradeceu ao artista brasileiro a doação desinteressada das obras expostas com o que serão ampliadas os fundos permanentes do museu da cidade mediterrânea.
Por causa desta exposição um catálogo ilustrado foi editado que reproduz a totalidade das obras exibidas e contém textos do comissário da mostra e a diretora do IVAM.