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Greve de roteiristas pode custar US$ 2,5 bilhões a Los Angeles

Arquivo Geral

20/12/2007 0h00

A greve iniciada pelo Sindicato de Roteiristas Americanos (WGA) no dia 5 de novembro pode custar à economia de Los Angeles um prejuízo de US$ 380 milhões a US$ 2,5 bilhões. As estimativas dependem do tempo que durar a paralisação e dos parâmetros usados pelas companhias, explicaram hoje representantes do Comitê de Desenvolvimento Econômico de Los Angeles, informou o site da revista Variety.

John Bowman, representante do comitê negociador da WGA, disse que as estimativas são de um prejuízo de US$ 2,5 bilhões. A conta inclui os salários de roteiristas e outros trabalhadores, caso a greve se mantenha até o fim da temporada 2007-2008 da TV.

Para Jack Kyser, economista da Corporação de Desenvolvimento Econômico do condado de Los Angeles, a greve provocou perdas de US$ 220 milhões até o momento. Ele avaliou a perda de salários do pessoal que trabalharia nas produções que foram canceladas e seu impacto nos negócios da região.

A última greve de roteiristas aconteceu em 1988 e causou mais de US$ 500 milhões em perdas para as principais cadeias de televisão americanas. Elas dependem dos novos episódios para atrair a audiência e gerar receita.

Roteiristas e produtores discutem uma comissão pela venda das séries de televisão em DVD e pelas emissões das séries via internet. “O prejuízo cresce a cada dia. Isso nos preocupa”, afirmou Kyser ao Comitê. Ele lembrou que a indústria do entretenimento na região é a terceira maior fonte de emprego, com 160 mil trabalhadores que geram US$ 47 bilhões por ano.

Além disso, o WGA pode boicotar a cerimônia de entrega do Oscar, que por sozinha gera uma renda de US$ 130 milhões à economia local. “Esta greve não matará a economia de Los Angeles, mas será um freio”, avaliou.

O economista Jerry Nickelsburg, da Universidade da Califórnia-Los Angeles (UCLA), foi menos alarmista. Ele avaliou que as perdas podem chegar a US$ 380 milhões, se a greve durar cinco meses.

Na opinião de Nickelsburg, a redução em áreas de produção tradicionais poderia ser compensada pela expansão de novos setores, como a geração de material para internet. Além disso, ressaltou, a população hoje tem “alternativas de entretenimento” que não existiam nos tempos da greve anterior. “Os consumidores não vão ficar sentados”, disse.

As negociações foram interrompidas dia 7 de dezembro, após vários dias consecutivos de conversas. A greve cancelou a produção da maioria das 52 séries dramáticas e 19 comédias rodadas em Hollywood.

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