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Governo estimula doação de órgãos

Arquivo Geral

29/07/2004 0h00

Doação de órgão é um assunto que causa mal-estar para uma parcela da população que não se imagina participando desse ato solidário. Pois é exatamente apostando na solidariedade que o governo está tentando aumentar o número de doadores. Só este ano, já foram realizados mais de cinco mil transplantes no País, mas milhares de brasileiros ainda aguardam na fila.

Para muitas pessoas, a espera em qualquer situação é considerada um sacrifício. Seja nas atividades cotidianas, na expectativa de um emprego, em processos na Justiça, não é fácil aguardar. E o que dizer quando a saúde está em jogo? Atualmente, mais de 58,5 mil brasileiros estão na fila de espera por um transplante de órgão. São pessoas que precisam de um rim, um fígado ou um coração para continuar a viver.

O transplante, contudo, é um procedimento cirúrgico que não depende somente de hospitais aparelhados e de uma boa equipe de profissionais. Antes de tudo, depende da doação de um órgão. Na busca de sensibilizar a

população sobre a importância de ser um doador, uma

nova campanha está sendo veiculada na mídia pelo Ministério da Saúde.

“O transplante depende da solidariedade entre as pessoas. Se nós temos doação de órgãos é porque temos uma população consciente e solidária”, ressalta o coordenador do Sistema Nacional de Transplantes (SNT) do Ministério da Saúde, Roberto Schlindwein. Até o dia 1º de agosto, emissoras de rádio e televisão estarão veiculando spots e filmes abordando a importância da doação. A campanha é protagonizada pelo ator Norton Nascimento, que se submeteu a um transplante de coração no ano passado.

“A campanha tende a ter um caráter permanente. A intenção do ministério é diminuir drasticamente as listas de espera para transplantes, principalmente a de córnea, que deve ser zerada”, afirma o coordenador. “Enquanto os outros órgãos precisam ser retirados e transplantados em no máximo algumas horas depois da doação, as córneas preservam-se fora do corpo do doador por até duas semanas”, explica.

Com a campanha, o governo espera atingir a população em geral, a classe médica e os diretores de hospitais. Desde que o Ministério da Saúde deu início a esse trabalho de conscientização, pôde-se observar um aumento no número de doações.

De janeiro a maio deste ano, o total de transplantes realizados no País superou em 27,1% o desempenho do mesmo período de 2003. Nesses cinco meses, foram realizados 5.797 procedimentos, 1.236 a mais do que no ano passado. “Os transplantes têm acontecido de maneira satisfatória no Brasil. Nós temos uma população muito solidária, que se comove com o drama das pessoas e tende a ser favorável à doação de órgãos”, avalia Roberto Schlindwein. “Temos também um Sistema Nacional de Transplantes estruturado, que, apesar de ser relativamente

jovem, já está bem amadurecido”, completa.

ListasO coordenador revela que os órgãos com maiores listas de espera para transplante são córnea, rim, fígado, coração, pâncreas e pulmão, nessa ordem. Dados do Sistema Nacional de Transplantes demonstram que, antes de terminar o primeiro semestre deste ano, o número de transplantes de pâncreas, pulmão e córnea já chegava perto de todos os procedimentos feitos em 2003.

“O Brasil é o segundo país em números absolutos de transplantes por ano no mundo, só perde para os Estados Unidos. É um país que tem um destaque internacional na execução desse tipo de procedimento”, destaca Roberto.

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    29/07/2004 0h00

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    Para muitas pessoas, a espera em qualquer situação é considerada um sacrifício. Seja nas atividades cotidianas, na expectativa de um emprego, em processos na Justiça, não é fácil aguardar. E o que dizer quando a saúde está em jogo? Atualmente, mais de 58,5 mil brasileiros estão na fila de espera por um transplante de órgão. São pessoas que precisam de um rim, um fígado ou um coração para continuar a viver.

    O transplante, contudo, é um procedimento cirúrgico que não depende somente de hospitais aparelhados e de uma boa equipe de profissionais. Antes de tudo, depende da doação de um órgão. Na busca de sensibilizar a

    população sobre a importância de ser um doador, uma

    nova campanha está sendo veiculada na mídia pelo Ministério da Saúde.

    “O transplante depende da solidariedade entre as pessoas. Se nós temos doação de órgãos é porque temos uma população consciente e solidária”, ressalta o coordenador do Sistema Nacional de Transplantes (SNT) do Ministério da Saúde, Roberto Schlindwein. Até o dia 1º de agosto, emissoras de rádio e televisão estarão veiculando spots e filmes abordando a importância da doação. A campanha é protagonizada pelo ator Norton Nascimento, que se submeteu a um transplante de coração no ano passado.

    “A campanha tende a ter um caráter permanente. A intenção do ministério é diminuir drasticamente as listas de espera para transplantes, principalmente a de córnea, que deve ser zerada”, afirma o coordenador. “Enquanto os outros órgãos precisam ser retirados e transplantados em no máximo algumas horas depois da doação, as córneas preservam-se fora do corpo do doador por até duas semanas”, explica.

    Com a campanha, o governo espera atingir a população em geral, a classe médica e os diretores de hospitais. Desde que o Ministério da Saúde deu início a esse trabalho de conscientização, pôde-se observar um aumento no número de doações.

    De janeiro a maio deste ano, o total de transplantes realizados no País superou em 27,1% o desempenho do mesmo período de 2003. Nesses cinco meses, foram realizados 5.797 procedimentos, 1.236 a mais do que no ano passado. “Os transplantes têm acontecido de maneira satisfatória no Brasil. Nós temos uma população muito solidária, que se comove com o drama das pessoas e tende a ser favorável à doação de órgãos”, avalia Roberto Schlindwein. “Temos também um Sistema Nacional de Transplantes estruturado, que, apesar de ser relativamente

    jovem, já está bem amadurecido”, completa.

    ListasO coordenador revela que os órgãos com maiores listas de espera para transplante são córnea, rim, fígado, coração, pâncreas e pulmão, nessa ordem. Dados do Sistema Nacional de Transplantes demonstram que, antes de terminar o primeiro semestre deste ano, o número de transplantes de pâncreas, pulmão e córnea já chegava perto de todos os procedimentos feitos em 2003.

    “O Brasil é o segundo país em números absolutos de transplantes por ano no mundo, só perde para os Estados Unidos. É um país que tem um destaque internacional na execução desse tipo de procedimento”, destaca Roberto.

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