Troca de casais, filhos rebeldes e doenças da meia-idade podem render boas gargalhadas e inúmeras reflexões sobre a vida daqueles que estão na casa dos 40 anos. Os Amadores, de Mauro Wilson, e Toma Lá, Dá Cá, de Miguel Falabella e Maria Carmem Barbosa, aproveitam a tendência já bem experimentada na televisão americana e trazem novamente, como programas-pilotos, a comédia de situação para a programação da Globo.
Os Amadores, que vai ao ar hoje, logo após Belíssima, guarda semelhanças de formato com a série americana Sex and the City, que narra a vida de quatro solteironas na casa dos 30 anos. A versão brasileira também aposta em quatro protagonistas (Murilo Benício, Matheus Nachtergaele, Cássio Gabus Mendes e Otávio Müller), mas não envereda pelo plágio e mostra o encontro de quatro quarentões na UTI de um hospital.
“Na verdade, eles se encontram naquele túnel, pelo qual as pessoas que ficam em coma dizem passar. Neste lugar, os quatro, até então desconhecidos, acabam salvando um ao outro”, conta o diretor José Alvarenga Jr., que diz que este projeto fala diretamente à sua geração.
NomeCássio Gabus Mendes, que interpreta o Marquinhos, vítima de um infarto, explica o porquê do nome do programa. “Depois de se salvarem, eles passam a discutir o que viveram até agora e percebem que não aprenderam nada da vida, que são uns amadores”.
Apesar de parecer mais um “papo-cabeça”, o programa terá muitos momentos de humor escrachado, garante o ator, tanto pelo entrosamento do elenco, quanto pela veia humorística dos quatro, que já fizeram muitos personagens cômicos.
Enquanto o texto de Mauro Wilson “discute a relação” com a vida, Toma Lá, Dá Cá, que vai ao ar na quinta-feira, também depois da novela, ganha força no humor escrachado de Falabella e Maria Carmem. A atração mostra o complicado Réveillon de Arnaldo (Diogo Vilela), que foi casado com Rita (Deborah Bloch), ex-mulher de Mario Jorge (Miguel Falabella), hoje casado com Celinha (Adriana Esteves), ex-mulher de Arnaldo. O programa lembra o Sai de Baixo e terá platéia.
“É uma experiência nova. O público não aparece como no Sai de Baixo, mas há intervenções com risos e aplausos, já que só há interrupções na gravação quando o erro é gritante”, diz Diogo Vilela.