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Glamourosa

Arquivo Geral

04/04/2004 0h00

Cláudia Abreu se faz de modesta, politicamente correta, ressalta a qualidade dos atores que contracenam com ela, mas não há como negar: Celebridade é dela.

Com uma heroína morna como Maria Clara Diniz (Malu Mader), a protagonista da novela de Gilberto Braga virou a primeira vilã da atriz: a insuportável Laura, que com um tabefe aqui, um golpe ali, uma tirada sarcástica mais à frente, um jeitinho de dominatrix safada um pouco adiante foi tomando espaço, mergulhando na piscina da rival e conquistando o público.

“Quando saio à rua, estou sempre pronta para levar uma bronca. Mas os comentários são bem-humorados. Um taxista me disse que queria que a Laura fosse queimada, mas que só via a novela por causa das maldades dela”, diverte-se Cláudia.

Cria do teatro Tablado e com longa parceria em novelas de Gilberto Braga – só fazendo boazinhas –, a carioca Cláudia, 33 anos, sabe onde está o sucesso de Laura. “É um ganho o senso de humor. Ela e o Marcos (Márcio Garcia) têm uma amoralidade e uma alegria na sem-vergonhice”, diverte-se e explica. “Vilão é um prato cheio. E essa tem várias facetas: o lado vulgar na relação bandida com o Marcos, subserviente e amiga fiel da Beatriz (Débora Evelyn) e uma rata nos negócios.”

Heroínas boazinhas, nem pensar. “Em novela, o bom é poder, dentro de um mesmo personagem, ter várias nuances, senão cansa e fica repetitivo para o ator e o público”, acredita.

De cachorra vulgar, com cabelinho cafona, a personagem passou a glamourosa, montada, rica e de cabelão (fez great lenghts, uma espécie de aplique). Fazendo estilo jeans e camiseta, mas com vestidos decotados nas horas especiais, Cláudia conta que tem se divertido com as mudanças em Laura. Mas sabe que a química com Márcio Garcia, cheia de improvisações, foi determinante.

“Quando Celebridade estreou, disseram que a Laura era mais uma que sofria violências, por causa da Raquel de Mulheres Apaixonadas. Só que a Laura gosta de apanhar e também bate nele. É assim que eles se animam”, ri a atriz, casada há sete anos com o diretor José Henrique Fonseca.

Bem-humorada, Cláudia conta que não temeu se expor nas cenas quentes com Márcio. Pelo contrário. “Gostei logo da primeira cena que fizemos, em que ela levava uma bofetada dele para acalmar e dizia que estava fraco. Já mostrava de cara a relação”, acredita.

Ao longo da novela, as cenas foram ficando mais insinuadas. “Eles tinham um lado rodriguiano que era mais fundo, mas o público já sabe que tipo de casal é. Não precisa fazer uma cena de sexo inteira para o público entender o que vai acontecer”, raciocina ela, que entende o tom picante da relação a dois. “Tem gosto para tudo. Ia ser muito chato se todo mundo fosse igual. A diversidade é boa. Existem, sim, os que gostam de uma relação maldita para dar um molho”, defende. E a Cláudia, gosta de fetiches? “Nenhum confessável”, diverte-se.

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    Glamourosa

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    04/04/2004 0h00

    Cláudia Abreu se faz de modesta, politicamente correta, ressalta a qualidade dos atores que contracenam com ela, mas não há como negar: Celebridade é dela.

    Com uma heroína morna como Maria Clara Diniz (Malu Mader), a protagonista da novela de Gilberto Braga virou a primeira vilã da atriz: a insuportável Laura, que com um tabefe aqui, um golpe ali, uma tirada sarcástica mais à frente, um jeitinho de dominatrix safada um pouco adiante foi tomando espaço, mergulhando na piscina da rival e conquistando o público.

    “Quando saio à rua, estou sempre pronta para levar uma bronca. Mas os comentários são bem-humorados. Um taxista me disse que queria que a Laura fosse queimada, mas que só via a novela por causa das maldades dela”, diverte-se Cláudia.

    Cria do teatro Tablado e com longa parceria em novelas de Gilberto Braga – só fazendo boazinhas –, a carioca Cláudia, 33 anos, sabe onde está o sucesso de Laura. “É um ganho o senso de humor. Ela e o Marcos (Márcio Garcia) têm uma amoralidade e uma alegria na sem-vergonhice”, diverte-se e explica. “Vilão é um prato cheio. E essa tem várias facetas: o lado vulgar na relação bandida com o Marcos, subserviente e amiga fiel da Beatriz (Débora Evelyn) e uma rata nos negócios.”

    Heroínas boazinhas, nem pensar. “Em novela, o bom é poder, dentro de um mesmo personagem, ter várias nuances, senão cansa e fica repetitivo para o ator e o público”, acredita.

    De cachorra vulgar, com cabelinho cafona, a personagem passou a glamourosa, montada, rica e de cabelão (fez great lenghts, uma espécie de aplique). Fazendo estilo jeans e camiseta, mas com vestidos decotados nas horas especiais, Cláudia conta que tem se divertido com as mudanças em Laura. Mas sabe que a química com Márcio Garcia, cheia de improvisações, foi determinante.

    “Quando Celebridade estreou, disseram que a Laura era mais uma que sofria violências, por causa da Raquel de Mulheres Apaixonadas. Só que a Laura gosta de apanhar e também bate nele. É assim que eles se animam”, ri a atriz, casada há sete anos com o diretor José Henrique Fonseca.

    Bem-humorada, Cláudia conta que não temeu se expor nas cenas quentes com Márcio. Pelo contrário. “Gostei logo da primeira cena que fizemos, em que ela levava uma bofetada dele para acalmar e dizia que estava fraco. Já mostrava de cara a relação”, acredita.

    Ao longo da novela, as cenas foram ficando mais insinuadas. “Eles tinham um lado rodriguiano que era mais fundo, mas o público já sabe que tipo de casal é. Não precisa fazer uma cena de sexo inteira para o público entender o que vai acontecer”, raciocina ela, que entende o tom picante da relação a dois. “Tem gosto para tudo. Ia ser muito chato se todo mundo fosse igual. A diversidade é boa. Existem, sim, os que gostam de uma relação maldita para dar um molho”, defende. E a Cláudia, gosta de fetiches? “Nenhum confessável”, diverte-se.

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