O ministro Gilberto Gil, da Cultura, trocou o convite para se apresentar ao lado de B.B. King – feito oficialmente ontem pela produção da turnê brasileira do ídolo norte-americano – por uma participação ao vivo no programa de Hebe Camargo, da segunda-feira, dia 29 de março. Explica-se. Gil viajou ontem para São Paulo, onde passará toda a semana que vem. De acordo com a sua assessoria, o ministro da Cultura não retornará a Brasília, pois seguirá da capital paulista, na sexta-feira, dia 26, para o Rio de Janeiro, onde a apresentadora do SBT fará o seu programa da segunda-feira, dia 29.
A agenda de Gilberto Gil, que gravou Volkswagen Blue em 1968, quando a música negra norte-americana era pouco difundida por aqui, não permitirá que o cantor esteja na cidade no próximo sábado, dia 27, quando o rei do blues se apresentar em Brasília.
Lucille O marchand carioca Miguel Salles arrematou, na noite de quarta-feira, por R$ 46 mil, o exemplar da guitarra Gibson preta Lucille doada por B.B. King para um leilão beneficente na casa de shows Bourbon Street, antes da estréia do bluesman no Brasil. Salles estava nas nuvens no meio do Bourbon Street. “É extraordinário, um espetáculo de verdade, ele, a interação com a banda toda, a entourage”, dizia.
O lance de Miguel para ficar com a guitarra de B.B. King não foi um arroubo de fã. Ele já tem uma coleção respeitável de instrumentos de cordas, com 80 peças – entre elas, um violão assinado por Bob Dylan, uma guitarra Fender Stratocaster que pertenceu a Eric Clapton, outra que foi de Ringo Starr e peças de Jimmy Page e Robert Plant, entre outros. Logo após o leilão, ele foi conduzido ao camarim de King pelo empresário do artista, que o apresentou da seguinte forma ao guitarrista: “Esse é o cara que pagou US$ 15 mil na guitarra.”
GaleriaKing o olhou de um jeito meio enternecido e também algo surpreso. Uma guitarra como a de King, fabricada numa série especial pela Gibson, custa algo em torno de US$ 3 mil (o lance mínimo para entrar no leilão era R$ 10 mil). “Você pretende tocar a guitarra?”, perguntou-lhe King.
“Eu lhe disse que não, que era um colecionador, que tinha outras e ele quis saber mais sobre a coleção”, contou depois o marchand que, em Itaipava, é sócio numa galeria de arte da princesa Cristina de Orleans e Bragança, bisneta da princesa Isabel.