Reforçar o papel dos museus como ferramentas de desenvolvimento social é o grande objetivo do Ano Ibero-americano de Museus, que foi lançado nesta quarta-feira em Madri pelo ministro da Cultura do Brasil, Gilberto Gil, e por seu colega espanhol, César Antonio Molina.
Da última quarta-feira até o fim do ano, 22 países ibero-americanos abrigarão mais de 900 atividades incluídas no projeto, aprovado na Cúpula Ibero-americana do ano passado, realizada em Santiago do Chile.
A iniciativa tem como objetivo fazer os museus serem vistos como “ferramentas que devem ser democratizadas e usadas para o desenvolvimento social”, afirmou Gil no museu Reina Sofía.
O ministro brasileiro lembrou que o tema do Ano Ibero-americano de Museus é Os museus como agentes de mudança social e desenvolvimento. Além disso, falou da importância desse tipo de iniciativa para o ano da chamada “cidadania ibero-americana”.
Por sua vez, Molina afirmou que o projeto é um “marco” na cooperação ibero-americana e um passo fundamental que pode ajudar na revitalização de grandes cidades, regiões ou pequenas localidades.
Segundo o ministro espanhol, foi isso o que aconteceu na cidade de Bilbao com a chegada do Museu Guggenheim e o que também acontecerá em Avilés com a abertura do Centro Niemeyer, projetado pelo arquiteto brasileiro Oscar Niemeyer.
“Essa força dos museus como lugar de encontro da memória e da inteligência é a que queremos promover ao longo da região ibero-americana”, afirmou Molina.
Na agenda internacional do Ano Ibero-americano figuram ainda o II Encontro Ibero-americano de Museus, convocado para o mês de julho, em Florianópolis, e várias exposições em Portugal sobre a chegada da família real portuguesa ao Brasil.
Gil e Molina lembraram que esses acontecimentos se somam também à apresentação, no mês passado em Brasília, do programa Ibermuseus, uma iniciativa de Brasil, Espanha e Colômbia.
O projeto deve perdurar e gerar uma rede ibero-americana de museus por todo o território, segundo o ministro espanhol.
Para Gil, “há material mais do que suficiente para o início dessa rede”, já que, como disse hoje, existem mais de 10 mil museus na região ibero-americana, os quais geram 100 mil empregos diretos e contam com um acervo acessível a mais de 100 milhões de visitantes.