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Gigi, mais um mistério da novela das oito

Arquivo Geral

10/01/2006 0h00

Solteiro, já passado da meia-idade, suspirando por divas do cinema anos 40, cheio de trejeitos, pescoço envolto em lenço de seda e sempre acompanhado por ex-vedetes do teatro de revista. Para arrematar, responde pelo singelo nome de Gigi. É muita pinta, como diz o jargão gay, para um personagem só.
Mas ninguém melhor do que Pedro Paulo Rangel, o Pepê, para elucidar esse traço no perfil de seu personagem em Belíssima. “Não dá para garantir que ele é 100% heterossexual”, avalia. “Acredito que ele tem uma cabeça gay, só que não pratica”. Rangel conta que, na biografia que recebeu do autor Silvio de Abreu, Gigi é um sujeito que se envolveu com o mundo artístico no passado, quando a Belíssima (a indústria de lingerie da trama) patrocinava um programa da extinta TV Tupi. Na época, teve um caso com as vedetes Guida Guevara (Íris Bruzi) e Mary Montilla (Carmen Verônica). Este passado hetero, contudo, não é determinante nem esclarecedor.
O ator Luís Salém parece concordar com Pedro Paulo, e diz que esse tipo não é nada incomum. “Existe muita gente assim, homens que têm uma bicha aprisionada no corpo”, esclarece. “Isso é comum. Às vezes acontece justamente contrário. Existem umas bichas com homens bem grosseiros aprisionados, do tipo caminhoneiro. São as hetero não-praticantes”.
O novelista Aguinaldo Silva acredita piamente na heterossexualidade de Gigi. Para ele, a sofisticação do personagem e sua proximidade com as mulheres confunde o público. “Eu o vejo como o Jorginho Guinle, que também usava foulard (o tal lencinho) e traçava todas as mulheres”, lembra, aproveitando para atacar quem não pensa bem assim: “Mas é claro que os gays vão identificá-lo como se o Gigi fosse mais um deles, mas isso é por causa do sindicato. Eles são mais radicais que a CUT”.
Aguinaldo entende que tipos híbridos como Gigi são comuns na vida real. Para ele, são homens acostumados a conviver com mulheres, que conquistam o coração e a confiança delas. “Esse negócio de dizer que são gays é pura inveja dos homens”, conclui.
Atualmente, Gigi está afastado da trama central da novela, vivendo muito mais no universo de frivolidades com Guida e Mary. Segundo Pedro Paulo Rangel, nos próximos capítulos, porém, caberá a ele flagrar André (Marcello Antony) traindo Júlia (Glória Pires) com a enteada Érica (Letícia Birkheuer).
aquecimentoÉ creditada à progressiva revelação da verdadeira personalidade de André a nova fase em que Belíssima vai entrar, esquentando o clima geral. Segundo Pedro Paulo Rangel, Marcello Antony foi injustiçado por alguns críticos, que o acusaram de insípido e pouco denso: “Que besteira” Ele foi construindo seu personagem pouco a pouco, como a novela exigia. Foi maravilhoso”.
O ator comenta também que Gigi vai avançar na procura pelo filho que Bia Falcão (Fernanda Montenegro) teve com Murat (Lima Duarte). Enquanto isso, quem comanda o comboio das maldades ainda é Bia, que já decidiu ir pessoalmente à casa de Katina (Irene Ravache) para contar a Murat (Lima Duarte) que Cemil (Leopoldo Pacheco) não é filho dele, e sim de Nikos (Tony Ramos).

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    10/01/2006 0h00

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    Mas ninguém melhor do que Pedro Paulo Rangel, o Pepê, para elucidar esse traço no perfil de seu personagem em Belíssima. “Não dá para garantir que ele é 100% heterossexual”, avalia. “Acredito que ele tem uma cabeça gay, só que não pratica”. Rangel conta que, na biografia que recebeu do autor Silvio de Abreu, Gigi é um sujeito que se envolveu com o mundo artístico no passado, quando a Belíssima (a indústria de lingerie da trama) patrocinava um programa da extinta TV Tupi. Na época, teve um caso com as vedetes Guida Guevara (Íris Bruzi) e Mary Montilla (Carmen Verônica). Este passado hetero, contudo, não é determinante nem esclarecedor.
    O ator Luís Salém parece concordar com Pedro Paulo, e diz que esse tipo não é nada incomum. “Existe muita gente assim, homens que têm uma bicha aprisionada no corpo”, esclarece. “Isso é comum. Às vezes acontece justamente contrário. Existem umas bichas com homens bem grosseiros aprisionados, do tipo caminhoneiro. São as hetero não-praticantes”.
    O novelista Aguinaldo Silva acredita piamente na heterossexualidade de Gigi. Para ele, a sofisticação do personagem e sua proximidade com as mulheres confunde o público. “Eu o vejo como o Jorginho Guinle, que também usava foulard (o tal lencinho) e traçava todas as mulheres”, lembra, aproveitando para atacar quem não pensa bem assim: “Mas é claro que os gays vão identificá-lo como se o Gigi fosse mais um deles, mas isso é por causa do sindicato. Eles são mais radicais que a CUT”.
    Aguinaldo entende que tipos híbridos como Gigi são comuns na vida real. Para ele, são homens acostumados a conviver com mulheres, que conquistam o coração e a confiança delas. “Esse negócio de dizer que são gays é pura inveja dos homens”, conclui.
    Atualmente, Gigi está afastado da trama central da novela, vivendo muito mais no universo de frivolidades com Guida e Mary. Segundo Pedro Paulo Rangel, nos próximos capítulos, porém, caberá a ele flagrar André (Marcello Antony) traindo Júlia (Glória Pires) com a enteada Érica (Letícia Birkheuer).
    aquecimentoÉ creditada à progressiva revelação da verdadeira personalidade de André a nova fase em que Belíssima vai entrar, esquentando o clima geral. Segundo Pedro Paulo Rangel, Marcello Antony foi injustiçado por alguns críticos, que o acusaram de insípido e pouco denso: “Que besteira” Ele foi construindo seu personagem pouco a pouco, como a novela exigia. Foi maravilhoso”.
    O ator comenta também que Gigi vai avançar na procura pelo filho que Bia Falcão (Fernanda Montenegro) teve com Murat (Lima Duarte). Enquanto isso, quem comanda o comboio das maldades ainda é Bia, que já decidiu ir pessoalmente à casa de Katina (Irene Ravache) para contar a Murat (Lima Duarte) que Cemil (Leopoldo Pacheco) não é filho dele, e sim de Nikos (Tony Ramos).

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