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Game Boy completa 20 anos ainda conquistando seguidores

Arquivo Geral

13/04/2009 0h00

A fabricante japonesa de videogames Nintendo celebra este mês o 20º aniversário do Game Boy, um aparelho portátil que desde 1989 está cada vez menor e com mais seguidores, atualmente de todas as idades.

Há 20 anos, a Nintendo lançava o Game Boy, que se tornou um ícone dos anos 90 ao inaugurar a era do entretenimento portátil, algo em que a companhia japonesa segue apostando com força.

O hoje chamado “tijolo cinza”, desejo de todas as crianças dos anos 90 que não se incomodavam de passar horas em frente à telinha pisando em cogumelos e explorando encanamentos com Super Mario, se transformou com os anos, diminuindo e oferecendo novos serviços.

O primeiro Game Boy tinha 4 centímetros de espessura e pesava cerca de 300 gramas, mas introduzia novidades nunca vistas antes, como os diferentes cartuchos de jogos e a possibilidade de jogar com outros donos de aparelhos do tipo.

Segundo o próprio presidente da companhia, Satoru Iwata, “o entretenimento portátil tem um grande futuro e a Nintendo seguirá apostando em novos videogames como parte de uma identidade que se manteve durante anos”.

Agora o futuro é tátil, com reconhecimento de voz e câmeras que fazem do jogo algo interativo e muito mais colorido que aquelas telas verdes que desfiguravam as plataformas do Donkey Kong.

O primitivo Game Boy, que chegou a vender mais de 100 milhões de unidades, foi seguido pelos rejuvenescidos Gameboy Color, Advanced, Pocket e Advanced SP, que não obtiveram o sucesso do inovador primeiro modelo.

A concorrência surgiu rápido para o Game Boy, sobretudo por parte de Sega, que lançou ao mercado modelos similares e com novas opções. Porém, o toque final foi dado em 2005 com o PSP da Sony, que acabou prejudicando o último Game Boy, o Micro.

No entanto, a Nintendo recuperou o sucesso de vendas com o Nintendo DS, que conseguiu vender em cinco anos 100 milhões de unidades no mundo todo.

Segundo Iwata, o sucesso dos consoles portáteis da Nintendo está nos jogos, o software que dá vida à pequena tela em que hoje jovens e adultos se concentram para matar o tempo.

O Game Boy gerou o nascimento de 500 títulos, muitos dos quais foram antes estreados no Nintendo Entertaiment System (NES), uma gaveta de plástico cinza que deu origem à dupla de encanadores mais famosa do mundo, Mario e Luigi.

O Nintendo DS e sua última versão, o DSi, levaram a empresa a novos recordes, entre eles o aumento de vendas mais rápido da história da companhia.

O DS introduzia novos títulos focalizados em outro tipo de usuários, mais velhos, com jogos de lógica e memória, assim como as bem-sucedidas aventuras gráficas, mas dessa vez com funções táteis.

Iwata assegura que a Nintendo seguirá sendo fiel a sua política centrada no entretenimento e, sobretudo, no software, após ver o sucesso de jogos como Pokemon que estimularam as vendas das últimas versões do Gameboy.

Na atualidade, a maioria dos dispositivos portáteis integra o maior número de funções possíveis, como telefonia, internet e música.

No entanto, Iwata se mostra seguro de que o futuro da companhia está nos videogames e na elaboração de softwares.

Segundo o diretor, agora a empresa quer entrar nas escolas com jogos educativos para o Nintendo DSi, um lugar geralmente vetado nos 90 àquele velho tijolo cinza chamado Game Boy.

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