Vamos começar do começo: foi impressionante o número de pessoas que resolveram se fantasiar de jornalista neste último Carnaval. Por favor, não entendam como perseguição, mas é algo que no mínimo demonstra o pouco caso e a irresponsabilidade de algumas emissoras. Que outro país do mundo teria coragem, por exemplo, de colocar dona Carla Perez fazendo entrevista? Onde já se viu aquilo? E a Preta Gil? Até o ex-BBB, Didi, é “repórter” do Note e Anote da Record. E a coisa vai por aí. Como se observa, virou esculhambação e não existe ninguém com responsabilidade, interessado em restabelecer a ordem. Será que é muito complicado colocar verdadeiros jornalistas trabalhando no jornalismo, como acontece com todas as outras profissões desse mundo? Será que isto não é uma questão de ordem? O que deve sentir um jovem, no primeiro ano de uma faculdade de comunicação ou recém-formado e desempregado, assistindo esse bando de estranhos, ocupando o lugar de verdadeiros profissionais? E é preciso saber separar bem as coisas: Carla Perez, Preta Gil, Raí, comandante Hamilton, Betinho, a mãe loira do funk, um traveco na Rede TV!, entre tantos outros, não têm responsabilidade nenhuma no caso. Culpadas são as emissoras de televisão que usam desses expedientes para tentar levantar suas audiências.