A história de um dos ditadores mais sanguinários da história impressionou o mundo – inclusive os jurados do Oscar. Forest Whitaker, indicado ao prêmio de melhor ator e vencedor do Globo de Ouro na mesma categoria, encarna o ditador Idi Amin, de Uganda, em O Último Rei da Escócia. O primeiro drama do documentarista Kevin Macdonald (vencedor do Oscar com Um Dia em Setembro) mostra a teia de violência e poder que envolve o personagem. O filme entra em cartaz nesta sexta-feira nos cinemas de Brasília.
Após um golpe de estado contra o pró-comunista Milton Obote, o ex-pugilista Idi Amin assumiu o país africano. O povo, já cansado de corrupção, acolheu o novo e carismático governante com entusiasmo.
O médico recém-formado Nicholas Garrigan também se impressionou com a simpatia do ditador. Por não agüentar mais a dominação de seus pais, o jovem resolve ir para Uganda atrás de uma vida mais agitada. Logo em um dos seus primeiros trabalhos na África, Garrigan socorre Amin após um acidente. O ditador gosta do jeito do escocês e o convida para ser seu médico particular.
Garrigan, seduzido com o luxo e o poder que o cercam, demora para perceber que, por trás de todo o carisma, Idi Amin é um ditador sanguinário, que provocou a morte de milhares de pessoas. Quando começa e entender a realidade em que está vivendo, tenta voltar para a Escócia. Mas, talvez seja tarde demais para sair disso.
O ator Forest Whitaker é conhecido por sua versatilidade. Participando das mais diversas produções como o épico do jazz Bird e o premiado Traídos pelo Desejo, Whitaker mostra mais uma vez seu talento ao encarnar o violento ditador Idi Amin.
O intérprete convenceu não só pela sua semelhança física com Amin, mas também por conseguir captar a paradoxal personalidade do ugandense. Um homem que possuía um incrível carisma, mas que foi capaz de realizar um dos governos mais brutais da história.