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Fórmulas gastas, a atração da Globo

Arquivo Geral

08/06/2003 0h00

Vencer pelo cansaço parece ser a fórmula adotada pela Globo para Agora é Que São Elas e Kubanacan. A faixa das seis e das sete, portanto, é duvidosa. Agora é Que São Elas nasceu com o estigma dos produtos requentados, a despeito da pompa com que o marketing da emissora a impregnou. Até agora – e a trama já caminha para os 70 capítulos –, especialmente pelo fato de estar centralizada nas personagens de Marisa Orth (Van Van) e Miguel Falabella (Juca), não parece nada mais do que um enxerto de um Sai de Baixo que não deu certo. Marisa continua Magda, se bem que menos burrinha; e Miguel, este permanece um Caco. Não bastasse esse engodo empurrado goela abaixo do telespectador – aquela história que a Globo tem de impor estrelas ao público, demonstrando um certo menosprezo pela inteligência média de sua audiência –, personagens com pouca substância se escondem por trás de atores consagrados, como Vera Fischer, Joana Fomm, Zezé Polessa e Paulo Gorgulho. A novela é palha. Quem espera mais emoção pode se engabelar com Kubanacan, no ar logo depois desse embuste. Aqui a coisa toma outro aspecto, pois apela-se mais para o sentido da sensualidade – marca das novelas de Carlos Lombardi – enquanto o restante se desenvolve pelo lado cômico.

Nem por isso o folhetim escapa das fórmulas repetidas. Carlos Humberto unge seu Camacho com os mesmos tiques de seus personagens anteriores, compondo, portanto, um monotipo. Betty Lago faz de Mercedes uma espécie de Carlota Joaquina reciclada. A Marisol de Danielle Winits é apenas uma gostosona a mais – vale muito a boa forma, de ambos os sexos. Daniela Escobar entrou de pára-quedas. Todos falam feito papagaios; e, sendo por natureza tipos cômicos, imprimem assim um certo dinamismo à história. Desde, claro, que o parâmetro seja o de Agora é Que São Elas.

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    08/06/2003 0h00

    Vencer pelo cansaço parece ser a fórmula adotada pela Globo para Agora é Que São Elas e Kubanacan. A faixa das seis e das sete, portanto, é duvidosa. Agora é Que São Elas nasceu com o estigma dos produtos requentados, a despeito da pompa com que o marketing da emissora a impregnou. Até agora – e a trama já caminha para os 70 capítulos –, especialmente pelo fato de estar centralizada nas personagens de Marisa Orth (Van Van) e Miguel Falabella (Juca), não parece nada mais do que um enxerto de um Sai de Baixo que não deu certo. Marisa continua Magda, se bem que menos burrinha; e Miguel, este permanece um Caco. Não bastasse esse engodo empurrado goela abaixo do telespectador – aquela história que a Globo tem de impor estrelas ao público, demonstrando um certo menosprezo pela inteligência média de sua audiência –, personagens com pouca substância se escondem por trás de atores consagrados, como Vera Fischer, Joana Fomm, Zezé Polessa e Paulo Gorgulho. A novela é palha. Quem espera mais emoção pode se engabelar com Kubanacan, no ar logo depois desse embuste. Aqui a coisa toma outro aspecto, pois apela-se mais para o sentido da sensualidade – marca das novelas de Carlos Lombardi – enquanto o restante se desenvolve pelo lado cômico.

    Nem por isso o folhetim escapa das fórmulas repetidas. Carlos Humberto unge seu Camacho com os mesmos tiques de seus personagens anteriores, compondo, portanto, um monotipo. Betty Lago faz de Mercedes uma espécie de Carlota Joaquina reciclada. A Marisol de Danielle Winits é apenas uma gostosona a mais – vale muito a boa forma, de ambos os sexos. Daniela Escobar entrou de pára-quedas. Todos falam feito papagaios; e, sendo por natureza tipos cômicos, imprimem assim um certo dinamismo à história. Desde, claro, que o parâmetro seja o de Agora é Que São Elas.

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