Enquanto os programas de fim de ano torcem por um espaço na grade de programação global, A Grande Família se consagra, ano após ano, como um dos programas mais assistidos no canal. Em novembro, o humorístico conquistou o terceiro lugar entre as atrações da Globo mais vistas no país. Hoje o episódio é Sai de Baixo e mostra uma grande confusão natalina.
A audiência média de setembro, outubro e novembro ficou em 41 pontos, com participação de 61% (proporção entre os televisores ligados que estava sintonizada no programa). “A repercussão do programa é enorme. Acho que o público se sente um pouco parte da família também”, diverte-se Guta Stresser, que interpreta a Bebel. Para ela, o diferencial da série é o entrosamento entre toda a equipe, que se comporta mesmo como uma família. “Não pensamos que o jogo está ganho e que podemos fazer o programa com o pé nas costas. Tudo é feito com muito capricho”. A Grande Família já tem sua sexta temporada garantida para o ano que vem, mas amanhã apresenta seu especial de Natal. Na história, Bebel e Agostinho (Pedro Cardoso) assinam o divórcio, e ele, arrasado, sobe no telhado e ameaça se jogar.
Correndo Atrás Hoje, logo depois de A Grande Família, a Globo exibe o especial Correndo Atrás. Protagonizado por Luana Piovani, Danton Mello, Taís Araújo, Miguel Thiré e Fernando Caruso, a série volta ao ar pelo segundo ano consecutivo, mostrando as agruras de um grupo de amigos recém-formados que lutam por um lugar no mercado de trabalho. Como já é tradição na programação de fim de ano da Globo, as atrações mais bem-aceitas pelo público normalmente ganham espaço na grade de programação fixa da emissora. O que significa, então, que Correndo Atrás ganhou, em 2005, sua segunda chance de correr atrás por um espaço. No ano passado, o episódio registrou audiência de 31 pontos. “A Globo analisa, como empresa, o que deve ficar ou não no ar, com base em audiência e patrocínio, entre outras coisas. Mas estamos na torcida, adoramos o resultado do nosso trabalho e esperamos que o Papai Noel seja legal com a gente”, brinca o escritor Ronaldo Santos. Segundo ele, o especial passou neste ano por algumas modificações, que o deixaram mais amadurecido. “A gente focou mais nos personagens (o número de protagonistas diminuiu) e colocou um conteúdo mais bem-humorado”. No capítulo que vai ao ar, às 23h, os sócios da empresa Trampo ainda vivem trabalhando muito e tendo pouco lucro. Por isso, aceitam missões como a de picar 450 kg de papel para a festa de Réveillon em Copacabana.