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Folia do Divino Espírito Santo reune fiéis em Planaltina

Arquivo Geral

01/06/2009 0h00

Um ditado chinês afirma que a fé pode remover montanhas. Ela pode não conseguir tirar as montanhas de lugar, mas faz com que cavaleiros rurais andem 8 dias, em cima do lombo dos cavalos, levando a bandeira do Divino Espírito Santo de uma comunidade à outra. A procissão, que começou no dia 17, terminou hoje com a realização de duas missas, uma de manhã e outra à noite, na Igreja Matriz de Planaltina e com a entrega da bandeira ao festeiro nomeado para coordenar a procissão no ano que vem.


A Folia do Divino começa todo ano com a realização de uma alvorada 8 dias antes da data de Pentecostes. Neste dia começa a procissão dos cavaleiros, chamada de giro, percorrendo a região rural do entorno de Brasília. Levando instrumentos, como a viola e a sanfona, os sertanejos, trajando o chapéu e o lenço vermelho, que representa o Espírito Santo, fazem as cantorias próprias da folia e dançam catira nos pontos de pouso.


Os dias desses foliões são movidos pela fé e pela cultura rural tradicional na região de Planaltina. Além de pedir graças e fazer agradecimentos, por meio das cantorias,pelos milagres obtidos do Divino Espírito, os cavaleiros se reunem, nas fazendas de pouso, em uma tenda chamada Mussunga, onde descansam do cansaço da viagem de um dia inteiro em cima dos cavalos. Nessas tendas eles assam uma carne, comem a “matula” (mochila de couro com paçoca de carne seca e rapadura) e tomam um cafezinho. O café da manhã e o jantar nos locais de pouso são regados a muitas orações.


Para o coordenador da Pastoral do Folião, José Mário Vieira do Amaral, a fé ainda é o principal combustível da procissão rural.” A herança cultural é importante, mas se não houvesse fé eles não aguentariam o cansaço dos 8 dias de giro”, afirma José Mário. Segundo ele, é muito comum encontrar, no giro rural, muitos membros da mesma família, já que as crianças começam a participar, montadas, muito pequenas. “Este ano tivemos um menino de 3 anos e um senhor de 80 anos”.


Durante a missa de encerramento da Folia do Divino o ponto mais marcante foi quando os fiéis disputam o espaço para beijar a bandeira.


Leia mais na edição desta segunda-feira do Jornal de Brasília.


 

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    Folia do Divino Espírito Santo reune fiéis em Planaltina

    Arquivo Geral

    31/05/2009 0h00

    Um ditado chinês afirma que a fé pode remover montanhas. Ela pode não conseguir tirar as montanhas de lugar, cheapest mas faz com que cavaleiros rurais andem 8 dias, em cima do lombo dos cavalos, levando a bandeira do Divino Espírito Santo de uma comunidade à outra. A procissão, que começou no dia 17, terminou hoje com a realização de duas missas, uma de manhã e outra à noite, na Igreja Matriz de Planaltina e com a entrega da bandeira ao festeiro nomeado para coordenar a procissão no ano que vem.


    A Folia do Divino começa todo ano com a realização de uma alvorada 8 dias antes da data de Pentecostes. Neste dia começa a procissão dos cavaleiros, chamada de giro, percorrendo a região rural do entorno de Brasília. Levando instrumentos, como a viola e a sanfona, os sertanejos, trajando o chapéu e o lenço vermelho, que representa o Espírito Santo, fazem as cantorias próprias da folia e dançam catira nos pontos de pouso.


    Os dias desses foliões são movidos pela fé e pela cultura rural tradicional na região de Planaltina. Além de pedir graças e fazer agradecimentos, por meio das cantorias,pelos milagres obtidos do Divino Espírito, os cavaleiros se reunem, nas fazendas de pouso, em uma tenda chamada Mussunga, onde descansam do cansaço da viagem de um dia inteiro em cima dos cavalos. Nessas tendas eles assam uma carne, comem a “matula” (mochila de couro com paçoca de carne seca e rapadura) e tomam um cafezinho. O café da manhã e o jantar nos locais de pouso são regados a muitas orações.


    Para o coordenador da Pastoral do Folião, José Mário Vieira do Amaral, a fé ainda é o principal combustível da procissão rural.” A herança cultural é importante, mas se não houvesse fé eles não aguentariam o cansaço dos 8 dias de giro”, afirma José Mário. Segundo ele, é muito comum encontrar, no giro rural, muitos membros da mesma família, já que as crianças começam a participar, montadas, muito pequenas. “Este ano tivemos um menino de 3 anos e um senhor de 80 anos”.


    Durante a missa de encerramento da Folia do Divino o ponto mais marcante foi quando os fiéis disputam o espaço para beijar a bandeira.


    Leia mais na edição desta segunda-feira do Jornal de Brasília.

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