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Filmes brasileiros invadem as telas

Arquivo Geral

29/05/2003 0h00

O brasiliense que aprecia o cinema brasileiro irá se esbaldar com as estréias previstas para amanhã na cidade: Desmundo, de Alain Fresnot, Durval Discos, de Anna Muylaert e o documentário Nelson Freire, de João Moreira Salles. Um roteiro vencedor de prêmios em três festivais (Gramado, Recife e Torino), uma trilha sonora do arco da velha – no melhor dos sentidos – e uma direção de fotografia fabulosa. Assim é Durval Discos , de Anna Muylaert. Durval (Ary França) é um trintão que vive com a mãe, a Dona Carmita (Etty Fraser), em um sobrado na cidade de São Paulo. O ano é 1995 e a cena underground parece não acreditar, ainda, que o vinil, aquele velho bolachão, está com seus dias contados.

Para Durval a tecnologia do CD nunca irá superar a figura enigmática do bolachão. Tanto é que ele mantém, nesse mesmo sobrado, uma pequena loja de discos, onde é possível encontrar as raridades da música popular brasileira e do rock, nacional e internacional.

O documentário Nelson Freire, de João Moreira Salles conta a vida do pianista brasileiro mais reconhecido na atualidade.

O filme é feito de silêncios palpáveis, reveladores, que são uma metáfora da vida reservada do famoso pianista. Representante de um cinema inédito, eficiente e inatingível, Nelson Freire é um passo adiante em nossa cinematografia. É um verdadeiro poema sobre a vida do pianista e a música que o move. Oportunidade única para os brasileiros conhecerem uma prata da casa, que infelizmente muitos desconhecem.

Desmundo, por sua vez, dá um show de reconstituição histórica e fotografia. Conta a história de uma jovem órfã portuguesa (Simone Spoladore), que é enviada ao País para se casar com um colonizador (Osmar Prado). Não aceitando seu destino e assustada com esse novo mundo selvagem, ela tenta de tudo para fugir e voltar para Portugal. Baseado no livro homônimo de Ana Miranda, o longa, dirigido por Alain Fresnot (o mesmo de EdMort) conta ainda com os atores Caco Ciocler e Beatriz Segall no elenco. Desmundo foi exibido no Festival de Brasília do ano passado e levou dois troféus Candango, o de atriz coadjuvante para Berta Zemel e o de melhor trilha sonora, composta por John Neschling.

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    29/05/2003 0h00

    O brasiliense que aprecia o cinema brasileiro irá se esbaldar com as estréias previstas para amanhã na cidade: Desmundo, de Alain Fresnot, Durval Discos, de Anna Muylaert e o documentário Nelson Freire, de João Moreira Salles. Um roteiro vencedor de prêmios em três festivais (Gramado, Recife e Torino), uma trilha sonora do arco da velha – no melhor dos sentidos – e uma direção de fotografia fabulosa. Assim é Durval Discos , de Anna Muylaert. Durval (Ary França) é um trintão que vive com a mãe, a Dona Carmita (Etty Fraser), em um sobrado na cidade de São Paulo. O ano é 1995 e a cena underground parece não acreditar, ainda, que o vinil, aquele velho bolachão, está com seus dias contados.

    Para Durval a tecnologia do CD nunca irá superar a figura enigmática do bolachão. Tanto é que ele mantém, nesse mesmo sobrado, uma pequena loja de discos, onde é possível encontrar as raridades da música popular brasileira e do rock, nacional e internacional.

    O documentário Nelson Freire, de João Moreira Salles conta a vida do pianista brasileiro mais reconhecido na atualidade.

    O filme é feito de silêncios palpáveis, reveladores, que são uma metáfora da vida reservada do famoso pianista. Representante de um cinema inédito, eficiente e inatingível, Nelson Freire é um passo adiante em nossa cinematografia. É um verdadeiro poema sobre a vida do pianista e a música que o move. Oportunidade única para os brasileiros conhecerem uma prata da casa, que infelizmente muitos desconhecem.

    Desmundo, por sua vez, dá um show de reconstituição histórica e fotografia. Conta a história de uma jovem órfã portuguesa (Simone Spoladore), que é enviada ao País para se casar com um colonizador (Osmar Prado). Não aceitando seu destino e assustada com esse novo mundo selvagem, ela tenta de tudo para fugir e voltar para Portugal. Baseado no livro homônimo de Ana Miranda, o longa, dirigido por Alain Fresnot (o mesmo de EdMort) conta ainda com os atores Caco Ciocler e Beatriz Segall no elenco. Desmundo foi exibido no Festival de Brasília do ano passado e levou dois troféus Candango, o de atriz coadjuvante para Berta Zemel e o de melhor trilha sonora, composta por John Neschling.

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