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Filmefobia, o longa-metragem desta noite no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, testa limites

Arquivo Geral

20/11/2008 0h00

No segundo dia da mostra competitiva, o 41° Festival de Brasília do Cinema Brasileiro exibe o primeiro candidato da casa, na categoria de 35mm, com projeção hoje à noite, no  Cine Brasília. O curta-metragem Cidade vazia, do brasiliense Cássio Pereira dos Santos (de Sobre quando não se tem nada a dizer), é uma das quatro produções locais a disputar o Troféu Candango de curta em 35mm, ao lado de A minha maneira de estar sozinho, de Gustavo Galvão; Ana Beatriz, de Clarissa Cardoso; e Brasília (Título provisório), de J. Procópio.

Cidade vazia abre a programação da mostra principal hoje, que tem ainda no roteiro o curta pernambucano N° 27, de Marcelo Lordello, e o novo longa-metragem do cineasta paulistano Kiko Goifman, FilmeFobia. O curta brasiliense de 13min narra a história de dois adolescentes, Beto e Bruna, que vivem no interior de Minas e passam um dia e uma noite perambulando pela cidade. Enquanto Bruna se diverte, Beto tenta levá-la de volta para casa.


O concorrente pernambucano, N° 27, com 19 minutos de duração, aposta em diálogos cômicos para narrar uma situação não menos hilária, de um rapaz que precisa usar um banheiro, que estaria “na limpeza”. De Pernambuco, estado ultimamente dos mais representados (e premiados) nos últimos anos do Festival de Brasília, ainda concorre nessa categoria Superbarroco, de Renata Pinheiro.

Longa-metragem
Numa disputa em que documentários são maioria, Filmefobia, de Kiko Goifman, é quase exceção. Ao lado do cearense Sirí Ará, de Rosemberg Cariry, compõe a totalidade de títulos de ficção na mostra principal, de longas em 35mm. Goifman, aliás, é documentarista, premiado por filmes como 33, Morte densa, Território vermelho e Atos dos homens.

Em sua primeira incursão no universo ficcional, ele se ampara exatamente no modelo do documentário para discutir seu FilmeFobia. A proposta da produção é expor pessoas às suas maiores fobias – aracnofobia, fobia de avião, talassofobia (medo do mar), fobia de cobras, fobia de sangue, fobia de agulhas, fobia de pombos…

A peça-chave do experimento é um diretor de cinema. Jean-Claude Bernardet, um dos principais estudiosos de cinema do Brasil, atua no filme como Jean-Claude, que dirige um documentário que explora os limites psicológicos, contrapondo a fobia das pessoas com situações fortes, emocionalmente violentas.

A principal idéia do diretor do documentário que acontece dentro do filme é que a única imagem verdadeiramente autêntica, real e convincente é a de um ser humano em contato com a sua própria fobia. Os gestos erráticos, desesperados e fora de controle dos fóbicos trariam a verdade da imagem. FilmeFobia se constrói como um making of deste documentário fictício.

O filme, inédito no País,  chega ao Festival de Brasília premiado com o Script Development Award do Fundo Hubert Bals e participação no Cinemart Film Market no Rotterdam Film Festival em 2007, onde foi agraciado com troféu de produção do World Cinema Fund (ligado ao Festival de Berlim). A estréia internacional do filme ocorreu no 61º Festival Internacional de Locarno, em agosto de 2008.


Serviço
41° Festival de Brasília do Cinema Brasileiro – Mostra competitiva em 35mm, de hoje ao dia 24, às 20h30 e 23h30, no Cine Brasília (106/107 Sul), com reprise nos cinemas do CCBB, Embracine CasaPark e Cinemark – Pier 21. Hoje, exibição dos curtas  Cida de vazia, de Cássio Pereira dos Santos, e N° 27, de Marcelo Lordello, seguidos do longa FilmeFobia, de Kiko Goifman. Ingressos a R$ 6 (inteira) e R$ 3 (meia). Mostra competitiva em 16mm, às 14h30, na Sala Martins Penna do Teatro Nacional. com entrada franca.

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