Após uma batalha de dois anos na Justiça contra a comissão de censura da Índia, os responsáveis pelo filme sobre a líder do Partido do Congresso Sonia Gandhi planejam lançá-lo em dezembro, disse nesta quinta-feira (18) o diretor do filme, T. D. Kumar.
As empresas que produziram Sonia, Montage International e Das Entertainment, tinham apelado ao Tribunal Superior de Mumbai contra a decisão da comissão de censura de pedir o consentimento de Gandhi como requisito para a estréia.
“Argumentamos no tribunal que sua ordem ia contra do direito fundamental da liberdade de expressão. Eu tenho a liberdade de fazer um filme criativo e humano”, declarou Kumar, entrevistado pela agência indiana PTI.
“Também posso ser crítico, mas não difamatório ou distorcer fatos”, acrescentou.
Desta vez, o órgão de censura aprovou o filme com pequenos cortes, e o tribunal opinou que não existe nenhum requisito prévio de aprovação na lei de cinema.
Os produtores planejam lançar o filme em 8 de dezembro, para coincidir com o aniversário da política.
Seu diretor afirma que o filme “não é propaganda nem uma biografia” de Sonia Gandhi, mas “uma ficção, uma dramatização de sua vida” a partir de um trabalho de pesquisa.
Sonia conta a história de uma indo-americana que planeja fazer um filme sobre Sonia Gandhi e a conjuntura política da Índia, o que a leva a ir ao país asiático e enfrentar vários problemas para fazer o filme.
Segundo o diretor, o filme não conta com grandes estrelas de Bollywood nem cenários espetaculares, mas é rico em conteúdo humano e emocional e tem um roteiro multitemático.