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Filme <i>Cartola</i> retrata o mestre da Mangueira

Arquivo Geral

06/04/2007 0h00

Uma das figuras mais expressivas da música brasileira, o sambista Cartola teve uma vida extremamente intensa. Angenor de Oliveira, que nasceu Agenor em 1908, mas ganhou um “n” extra por erro do cartório quando tirava a certidão de casamento, foi pedreiro e ganhou o apelido porque usava um chapéu no trabalho para não sujar o cabelo. Foi compositor de incontáveis clássicos do samba e dono do bar Zicartola, um dos principais redutos do gênero musical carioca entre 1963 e 1964.

Além de tudo isso, fundou a Escola de Samba Estação Primeira de Mangueira e escolheu duas cores bem distintas para a agremiação: verde-e-rosa. “Ora, o verde representa a esperança, o rosa representa o amor, como o amor pode não combinar com a esperança?”, dizia Cartola sempre que alguém insinuava que as cores, juntas, não ficavam bem. É exatamente a intensidade da vida do artista que falta ao documentário Cartola, dos diretores Lírio Ferreira e Hilton Lacerda, que estréia hoje na cidade.

Costurado por depoimentos de pessoas ligadas a Cartola, filmes da época e imagens de arquivo de entrevistas e apresentações, a produção conta a vida do músico, que é permeada por dificuldades. Isso não significa que o filme seja triste. Há casos engraçados contados por alguns dos principais parceiros de Cartola, como Carlos Cachaça e Nelson Sargento. São lembradas, também, histórias da vida pessoal do artista, o que inclui a infância, o casamento com Eusébia Silva de Oliveira, a dona Zica, e o câncer que matou Cartola em novembro de 1980.

O documentário tenta fugir dos padrões tradicionais e, talvez por isso, caia na armadilha de tornar o filme confuso em alguns pontos do longa-metragem. Mesmo assim, a produção vale pela figura do fundador de uma das escolas de samba mais populares do Brasil.

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