O filme Os Famosos e Os Duendes da Morte, de Esmir Filho, diretor do famoso Tapa na Pantera, foi o grande vencedor do Festival Internacional de Cinema do Rio de Janeiro na noite de ontem, que em sua competição reuniu 60 filmes brasileiros inéditos.
A estréia do premiado curta-metragista Esmir Filho (Saliva) na direção de um longa, ganhou o Troféu Redentor de “Melhor Filme” e o Prêmio Fipresci, da crítica internacional, durante a cerimônia realizada no histórico Cinema Odeón do Rio de Janeiro.
O filme conta a história de um adolescente de uma pequena e esquecida cidade brasileira que se conecta ao mundo através da internet.
O prêmio de Direção foi para o cearense Karim Aïnouz e o pernambucano Marcelo Gomes pelo documentário Viajo Porque Preciso, Volto Porque Te Amo (que também venceu a categoria de fotografia).
Na premiação dos documentários, o Troféu Redentor de “Melhor Filme” foi dividido por Reidy, A Construção da Utopia, de Ana Maria Magalhães, e Dzi Croquettes, sobre o teatro na época da ditadura, este último vencendo também o prêmio do júri popular para documentários.
A jovem Nanda Costa surpreendeu com sua escolha como “Melhor Atriz”, pelo papel principal em Sonhos Roubados, de Sandra Werneck (eleito melhor filme pelo voto popular), enquanto os atores Chico Diaz e Luiz Carlos Vasconcellos dividiram o troféu de melhor ator por O Sol do Meio-dia, de Eliane Caffé.
Beatriz Braga e Sergio Bianchi venceram o “Melhor roteiro”, com Os Inquilinos, e o documentário Tamboro, de Sergio Bernardes, também saiu vencedor, com o prêmio especial do júri e o de melhor montagem.
As mostras internacionais, uma delas dedicada ao cinema latino-americano, contaram com a exibição, entre 24 de setembro e 8 de outubro, de cerca de 300 títulos provenientes de sessenta países.
Da Agência Efe, no Rio de Janeiro