Abordando a vida do presidente anmericano George W. Bush, o novo filme de Oliver Stone, W dividiu a crítica entre os que o consideraram “incomum e interessante” e aqueles que o classificaram “longe” de ser um bom filme.
O filme, que chegará aos cinemas dos Estados Unidos em 17 de outubro – três semanas antes das eleições presidenciais – parece retomar a polêmica de obras anterires de Stone sobre presidentes: JFK, de 1991 e Nixon, de 1995.
“O filme oferece uma imagem clara e plausível da maquiagem psicológica do atual líder e, considerando a reputação de Stone e a vasta impopularidade de Bush, um tratamento relativamente imparcial e moderado das políticas recentes”, sustenta a revista Variety.
“Para um filme que podia ser o uma sátira arrasadora ou uma rotunda tragédia, W é, em todo caso, convencional demais, especialmente quanto a seu estilo”, acrescenta a publicação.
No entanto, para a Variety, conhecida como “Bíblia do cinema”, o filme funciona em sua vertente dramática e como mero entretenimento.
Ela prevê, porém, que não haja grande interesse para o público devido a “não se conhecer o final da história”.
Para outra revista, The Hollywood Reporter, a fita é “valente”, mas “não necessariamente boa”.
“Seu maior valor recai na intenção de falar sobretudo do que passa por nossas mentes atualmente sem esperar que o façam os historiadores”, explica a publicação.
No plano interpretativo, menção especial merece Josh Brolin, em um “tom perfeito quanto às maneiras e à fala” de Bush.
“Brolin não se parece demais a ele, mas cria um personagem memorável que pode não ser W, mas tem vitalidade em suas certezas e confusões”, acrescenta a revista.
“O mesmo acontece com James Cromwell (George H. W. Bush, ex-presidente e pai do atual ocupante da Casa Branca), não tão insistente em imitar o presidente número 41 dos EUA, mas em captar sua natureza paciente e patriarcal”, diz a The Hollywod Reporter.
Da mesmo forma, se elogiam os trabalhos de Richard Dreyfuss como Dick Cheney, de Jeffrey Wright como Colin Powell e de Toby Jones como Karl Rove.
Por outro lado, as mulheres da administração de George W. Bush não estão tão representadas, segundo a publicação.
Para a revista, Thandie Newton não convence como Condoleezza Rice, da mesma forma que Elizabeth Banks e Ellen Burstyn, que “parecem não saber o que fazer” com seus personagens, Laura e Barbara Bush, respectivamente.