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Filha de peixe…

Arquivo Geral

10/12/2005 0h00

O novo disco da cantora Maria Rita chegou às lojas há três meses, sob o sugestivo título de Segundo. Alcançou a marca de 180 mil cópias vendidas no dia em que chegou às lojas. A turnê começou imediatamente, na segunda metade de setembro, e, desde então, garantiu lotação para casas de espetáculos do Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre e Vitória. Menos ansiosa quanto à receptividade do público e mais animada com a segunda turnê de sua carreira, Rita espera repetir o êxito alcançado nas primeiras cinco capitais em Brasília, onde apresenta o novo repertório em duas sessões de shows, hoje e amanhã, no Academia Music Hall.

“Estou impressionada. No Canecão, no Rio (local da estréia do show), o público cantava as músicas do disco. Na segunda semana, em São Paulo, a galera veio abaixo. Foi uma alegria, como tem sido em todos”, comemora a cantora nascida em berço musical – é filha da união de Elis Regina com o pianista César Camargo Mariano e irmã de Pedro Mariano e João Marcello Bôscoli.

Com humildade, Maria Rita avalia esta nova fase de sua carreira, à luz de sua estréia no mercado fonográfico, quando foi entronizada diva da MPB: “Foram dois momentos diferentes. No primeiro, existia o fator novidade. Já existia uma curiosidade, porque meu nome já vinha sendo falado. Agora que já me conhecem perdeu o brilho”.

A proposta apresentada por Rita na concepção de Segundo, cuja edição dupla acompanha um DVD de making of, era se mostrar mais próxima do público, como uma “mulher comum”. “Muito se criou de uma diva, mas tenho a intenção de ser cantora popular. Não cabe ser intocável. No show, o público poderá ver que o artista tem um forte lado humano. Vou cantar descalça e fiz questão de não ter uma iluminação mirabolante”, assegura.

O repertório que Rita traz a Brasília – escoltada pelo piano de Tiago Costa, o baixo acústico de Sylvinho Mazzucca, a bateria de Cuca Teixeira e a percussão de Da Lua – também foi definido priorizando a vontade dos fãs. “É um show mais cool, só que acabei pegando músicas que o público tem um envolvimento maior. Não é banquinho e violão, mas possibilito que as pessoas levantem, batam palmas e façam o que quiser. O show é de todos nós”, diz.

O roteiro da performance prevê 18 canções, apesar de que Rita avisa que pretende incluir as músicas que gravou em dueto com Falcão para o DVD acústico do Rappa: Rodo Cotidiano e O Que Sobrou do Céu. Do repertório da banda carioca, a cantora pinça ainda Minha Alma, para a qual criou uma versão mais lenta e intimista para o novo CD.

Outra presença constante no cancioneiro de Maria Rita é a mão do “hermano” Marcelo Camelo, que contribui com algumas das músicas mais famosas na voz da cantora, como Casa Pré-fabricada, Santa Chuva, Todo Carnaval Tem Seu Fim, Despedida e Cara Valente. Rita não esconde sua adoração pelo colaborador e amigo: “Ele consegue de maneira simples e direta fazer uma canção singela, sem ter vituosismo desnecessário. Enquanto ele me permitir, vou gravar suas músicas”.

Outro medalhão da nova geração da MPB “redescoberto” por Rita no repertório é Rodrigo Maranhão (Bangalafumenga), autor das novas Caminho das Águas e Recado. A lista do show da cantora se completa com algumas das antigas (Lavadeira do Rio, de Lenine; e Menininha do Portão, de Nonato Buzar e Paulinho Tapajós) e outras boas novidades, como Mal Intento (Jorge Drexler), Muito Pouco (Moska) e a versão para Sobre Todas as Coisas (Edu Lobo e Chico Buarque).

serviço

Segundo – Show de lançamento do novo CD de Maria Rita. Hoje, às 21h, e amanhã, às 20h, no Academia Music Hall (Setor de Clubes Sul, Trecho 4, Academia de Tênis). Ingressos a R$ 80 (camarote, inteira), R$ 100 (poltrona superior, inteira), R$ 120 (cadeira lateral, inteira) e R$ 140 (cadeira central, inteira). Estudantes, professores e idosos pagam meia-entrada. Ponto-de- venda: Conjunto Nacional (1º piso, Ala Norte).

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    Filha de peixe…

    Arquivo Geral

    10/12/2005 0h00

    O novo disco da cantora Maria Rita chegou às lojas há três meses, sob o sugestivo título de Segundo. Alcançou a marca de 180 mil cópias vendidas no dia em que chegou às lojas. A turnê começou imediatamente, na segunda metade de setembro, e, desde então, garantiu lotação para casas de espetáculos do Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre e Vitória. Menos ansiosa quanto à receptividade do público e mais animada com a segunda turnê de sua carreira, Rita espera repetir o êxito alcançado nas primeiras cinco capitais em Brasília, onde apresenta o novo repertório em duas sessões de shows, hoje e amanhã, no Academia Music Hall.

    “Estou impressionada. No Canecão, no Rio (local da estréia do show), o público cantava as músicas do disco. Na segunda semana, em São Paulo, a galera veio abaixo. Foi uma alegria, como tem sido em todos”, comemora a cantora nascida em berço musical – é filha da união de Elis Regina com o pianista César Camargo Mariano e irmã de Pedro Mariano e João Marcello Bôscoli.

    Com humildade, Maria Rita avalia esta nova fase de sua carreira, à luz de sua estréia no mercado fonográfico, quando foi entronizada diva da MPB: “Foram dois momentos diferentes. No primeiro, existia o fator novidade. Já existia uma curiosidade, porque meu nome já vinha sendo falado. Agora que já me conhecem perdeu o brilho”.

    A proposta apresentada por Rita na concepção de Segundo, cuja edição dupla acompanha um DVD de making of, era se mostrar mais próxima do público, como uma “mulher comum”. “Muito se criou de uma diva, mas tenho a intenção de ser cantora popular. Não cabe ser intocável. No show, o público poderá ver que o artista tem um forte lado humano. Vou cantar descalça e fiz questão de não ter uma iluminação mirabolante”, assegura.

    O repertório que Rita traz a Brasília – escoltada pelo piano de Tiago Costa, o baixo acústico de Sylvinho Mazzucca, a bateria de Cuca Teixeira e a percussão de Da Lua – também foi definido priorizando a vontade dos fãs. “É um show mais cool, só que acabei pegando músicas que o público tem um envolvimento maior. Não é banquinho e violão, mas possibilito que as pessoas levantem, batam palmas e façam o que quiser. O show é de todos nós”, diz.

    O roteiro da performance prevê 18 canções, apesar de que Rita avisa que pretende incluir as músicas que gravou em dueto com Falcão para o DVD acústico do Rappa: Rodo Cotidiano e O Que Sobrou do Céu. Do repertório da banda carioca, a cantora pinça ainda Minha Alma, para a qual criou uma versão mais lenta e intimista para o novo CD.

    Outra presença constante no cancioneiro de Maria Rita é a mão do “hermano” Marcelo Camelo, que contribui com algumas das músicas mais famosas na voz da cantora, como Casa Pré-fabricada, Santa Chuva, Todo Carnaval Tem Seu Fim, Despedida e Cara Valente. Rita não esconde sua adoração pelo colaborador e amigo: “Ele consegue de maneira simples e direta fazer uma canção singela, sem ter vituosismo desnecessário. Enquanto ele me permitir, vou gravar suas músicas”.

    Outro medalhão da nova geração da MPB “redescoberto” por Rita no repertório é Rodrigo Maranhão (Bangalafumenga), autor das novas Caminho das Águas e Recado. A lista do show da cantora se completa com algumas das antigas (Lavadeira do Rio, de Lenine; e Menininha do Portão, de Nonato Buzar e Paulinho Tapajós) e outras boas novidades, como Mal Intento (Jorge Drexler), Muito Pouco (Moska) e a versão para Sobre Todas as Coisas (Edu Lobo e Chico Buarque).

    serviço

    Segundo – Show de lançamento do novo CD de Maria Rita. Hoje, às 21h, e amanhã, às 20h, no Academia Music Hall (Setor de Clubes Sul, Trecho 4, Academia de Tênis). Ingressos a R$ 80 (camarote, inteira), R$ 100 (poltrona superior, inteira), R$ 120 (cadeira lateral, inteira) e R$ 140 (cadeira central, inteira). Estudantes, professores e idosos pagam meia-entrada. Ponto-de- venda: Conjunto Nacional (1º piso, Ala Norte).

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      Filha de peixe…

      Arquivo Geral

      07/10/2003 0h00

      Ela é a cara da mãe, canta como a mãe, tem os trejeitos e a afinação irrepreensível da mãe e faz sua estréia em disco com um excelente repertório que passeia pelo samba, pela MPB tradicional e pelo jazz com sofisticação e contemporaneidade iguais às dos melhores álbuns gravados pela mãe. Mas Maria Rita não é Elis Regina, embora a comparação seja inevitável e 90% do mercado fonográfico (críticos, fãs, artistas, amigos, produtores, apresentadores de TV e marqueteiros) estejam festejando a ressurreição da maior cantora que a MPB viu a partir de 1964.

      A linha que diferencia a artista Maria Rita da saudade que o Brasil tem de Elis Regina é muito tênue. E aí está o maior perigo que ronda essa moça. Lançada como “a nova estrela da MPB” – e ela tem tudo para isso –, Maria Rita pode ser levada ao caminho inverso e ser abatida pela síndrome do Edinho (o filho de Pelé que foi goleiro do Santos e não chegou a ser o melhor do mundo, porque sofreu pela constante presença da sombra do pai).

      A canção A Festa, que abre o disco de estréia da cantora, chamado apenas de Maria Rita, já levou alguns desavisados a pensar que Elis estava de volta em alguma compilação. A diferença desse trabalho para uma comparação imediata com Elis Regina é que há uma produção moderna por trás, a cargo do brasiliense Tom Capone, talvez o único roqueiro do Brasil que conheça música na essência e que por isso sabe experimentar tanto com jazz quanto com samba.

      Domingo à noite, quem pôde assistir ao especial de Maria Rita após o Fantástico (um programa montado da mesma forma que o dos Tribalistas, em novembro de 2002) viu que Maria Rita é doce como a “Pimentinha” que encantou o País nos anos 60 e 70 e grande quando segura o microfone e solta a voz.

      Seu disco de estréia tem todos os elementos de álbum antológico, marcado por grandes temas e cuja característica sonora revela uma artista pronta, porém mal-orientada em relação ao estigma de ser quem é – fato de que ela nem tem culpa.

      Mas como a intenção não é crucificar e sim mostrar que há uma alma pulsante por trás desse trabalho, Maria Rita – que entraria para a história da MPB pelo simples fato de ter a origem que tem – deixa sua marca no rol da nossa música popular com um pé no mercado internacional e gabarito para ocupar um espaço que sua mãe não teve tempo para conhecer.

      Imprescindíveis as audições de Encontros e Despedidas (de Milton Nascimento e Fernando Brant, que se derramaram em lágrimas ao ver a moça cantar), Agora Só Falta Você (de Rita Lee, em versão moderníssima), Santa Chuva (Marcelo Camelo) e Pagu (Rita Lee e Zélia Duncan).

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        07/10/2003 0h00

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        A linha que diferencia a artista Maria Rita da saudade que o Brasil tem de Elis Regina é muito tênue. E aí está o maior perigo que ronda essa moça. Lançada como “a nova estrela da MPB” – e ela tem tudo para isso –, Maria Rita pode ser levada ao caminho inverso e ser abatida pela síndrome do Edinho (o filho de Pelé que foi goleiro do Santos e não chegou a ser o melhor do mundo, porque sofreu pela constante presença da sombra do pai).

        A canção A Festa, que abre o disco de estréia da cantora, chamado apenas de Maria Rita, já levou alguns desavisados a pensar que Elis estava de volta em alguma compilação. A diferença desse trabalho para uma comparação imediata com Elis Regina é que há uma produção moderna por trás, a cargo do brasiliense Tom Capone, talvez o único roqueiro do Brasil que conheça música na essência e que por isso sabe experimentar tanto com jazz quanto com samba.

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        Seu disco de estréia tem todos os elementos de álbum antológico, marcado por grandes temas e cuja característica sonora revela uma artista pronta, porém mal-orientada em relação ao estigma de ser quem é – fato de que ela nem tem culpa.

        Mas como a intenção não é crucificar e sim mostrar que há uma alma pulsante por trás desse trabalho, Maria Rita – que entraria para a história da MPB pelo simples fato de ter a origem que tem – deixa sua marca no rol da nossa música popular com um pé no mercado internacional e gabarito para ocupar um espaço que sua mãe não teve tempo para conhecer.

        Imprescindíveis as audições de Encontros e Despedidas (de Milton Nascimento e Fernando Brant, que se derramaram em lágrimas ao ver a moça cantar), Agora Só Falta Você (de Rita Lee, em versão moderníssima), Santa Chuva (Marcelo Camelo) e Pagu (Rita Lee e Zélia Duncan).

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