O novo disco da cantora Maria Rita chegou às lojas há três meses, sob o sugestivo título de Segundo. Alcançou a marca de 180 mil cópias vendidas no dia em que chegou às lojas. A turnê começou imediatamente, na segunda metade de setembro, e, desde então, garantiu lotação para casas de espetáculos do Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre e Vitória. Menos ansiosa quanto à receptividade do público e mais animada com a segunda turnê de sua carreira, Rita espera repetir o êxito alcançado nas primeiras cinco capitais em Brasília, onde apresenta o novo repertório em duas sessões de shows, hoje e amanhã, no Academia Music Hall.
“Estou impressionada. No Canecão, no Rio (local da estréia do show), o público cantava as músicas do disco. Na segunda semana, em São Paulo, a galera veio abaixo. Foi uma alegria, como tem sido em todos”, comemora a cantora nascida em berço musical – é filha da união de Elis Regina com o pianista César Camargo Mariano e irmã de Pedro Mariano e João Marcello Bôscoli.
Com humildade, Maria Rita avalia esta nova fase de sua carreira, à luz de sua estréia no mercado fonográfico, quando foi entronizada diva da MPB: “Foram dois momentos diferentes. No primeiro, existia o fator novidade. Já existia uma curiosidade, porque meu nome já vinha sendo falado. Agora que já me conhecem perdeu o brilho”.
A proposta apresentada por Rita na concepção de Segundo, cuja edição dupla acompanha um DVD de making of, era se mostrar mais próxima do público, como uma “mulher comum”. “Muito se criou de uma diva, mas tenho a intenção de ser cantora popular. Não cabe ser intocável. No show, o público poderá ver que o artista tem um forte lado humano. Vou cantar descalça e fiz questão de não ter uma iluminação mirabolante”, assegura.
O repertório que Rita traz a Brasília – escoltada pelo piano de Tiago Costa, o baixo acústico de Sylvinho Mazzucca, a bateria de Cuca Teixeira e a percussão de Da Lua – também foi definido priorizando a vontade dos fãs. “É um show mais cool, só que acabei pegando músicas que o público tem um envolvimento maior. Não é banquinho e violão, mas possibilito que as pessoas levantem, batam palmas e façam o que quiser. O show é de todos nós”, diz.
O roteiro da performance prevê 18 canções, apesar de que Rita avisa que pretende incluir as músicas que gravou em dueto com Falcão para o DVD acústico do Rappa: Rodo Cotidiano e O Que Sobrou do Céu. Do repertório da banda carioca, a cantora pinça ainda Minha Alma, para a qual criou uma versão mais lenta e intimista para o novo CD.
Outra presença constante no cancioneiro de Maria Rita é a mão do “hermano” Marcelo Camelo, que contribui com algumas das músicas mais famosas na voz da cantora, como Casa Pré-fabricada, Santa Chuva, Todo Carnaval Tem Seu Fim, Despedida e Cara Valente. Rita não esconde sua adoração pelo colaborador e amigo: “Ele consegue de maneira simples e direta fazer uma canção singela, sem ter vituosismo desnecessário. Enquanto ele me permitir, vou gravar suas músicas”.
Outro medalhão da nova geração da MPB “redescoberto” por Rita no repertório é Rodrigo Maranhão (Bangalafumenga), autor das novas Caminho das Águas e Recado. A lista do show da cantora se completa com algumas das antigas (Lavadeira do Rio, de Lenine; e Menininha do Portão, de Nonato Buzar e Paulinho Tapajós) e outras boas novidades, como Mal Intento (Jorge Drexler), Muito Pouco (Moska) e a versão para Sobre Todas as Coisas (Edu Lobo e Chico Buarque).
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Segundo – Show de lançamento do novo CD de Maria Rita. Hoje, às 21h, e amanhã, às 20h, no Academia Music Hall (Setor de Clubes Sul, Trecho 4, Academia de Tênis). Ingressos a R$ 80 (camarote, inteira), R$ 100 (poltrona superior, inteira), R$ 120 (cadeira lateral, inteira) e R$ 140 (cadeira central, inteira). Estudantes, professores e idosos pagam meia-entrada. Ponto-de- venda: Conjunto Nacional (1º piso, Ala Norte).