Não é de hoje que a Fórmula 1 deixou de arrancar suspiros da torcida brasileira. Não fosse pela fraca performance dos nossos pilotos, vivemos a era Schumacher e o alemão parece que não se cansa de ver a bandeira quadriculada na frente dele. Mas a pior, na verdade, ouvi neste último domingo do competente jornalista Reginaldo Leme, comentarista de automobilismo da Rede Globo. Ele dizia que a moderna pista da Hungria não tinha lugar para ultrapassagens. Então tá. Alguma coisa deve estar errada nessa ordem das coisas. Pista de corrida que não tem lugar para um carro passar o outro parece obra do absurdo. Isto, na verdade, é que está levando, em nível mundial, a Fórmula 1 para sete palmos debaixo da terra. Numa manhã de domingo, ninguém vai acordar mais cedo ou ficar em casa, parado na frente da televisão, para assistir a um espetáculo que vem se repetindo há muito tempo. Aliás, anteontem, tivemos um exemplo concreto: a Bandeirantes, transmitindo a estréia do nosso vôlei masculino em Atenas, deu um verdadeiro “vareio” em todas as outras emissoras, conseguindo o primeiro lugar no horário, inclusive superando a Fórmula 1 global, com muitos pontos de vantagem. A FIA tem todos os motivos para estar preocupada. Ou torna o campeonato mais competitivo ou será o fim.