Menu
Promoções

Festival de Edimburgo apresenta exposições de Picasso e Andy Warhol

Arquivo Geral

14/08/2007 0h00

Dois artistas tão diferentes como Pablo Picasso e Andy Warhol dominam as mostras de obras de artes da capital da Escócia durante a realização do famoso Festival Internacional de Edimburgo, que completa 60 anos.

A exposição na Galeria Nacional da Escócia é dedicada a Warhol, 20 anos após a sua morte em Nova York. A mostra Andy Warhol: uma celebração da vida… e da morte reúne cerca de 200 peças.

O título se refere à conhecida preocupação de Warhol com tudo que era relacionado à morte física, refletida, por exemplo, em séries sobre a cadeira elétrica, acidentes, catástrofes e suicídios, ou em imagens de caveiras, uma delas incluída num auto-retrato.

Sem dúvida, o mais espetacular da retrospectiva é a reconstrução parcial de algumas de suas famosas instalações.

Em uma das salas estão “nuvens prateadas”, espécies de almofadas recheadas com uma mistura de ar e de hélio que flutuam no espaço da galeria e com que o público pode brincar.

Em outra instalação, Warhol cobriu toda uma sala com a imagem de uma cabeça de vaca, que, na reconstrução de Edimburgo, serve de parede de fundo para outros quadros, como os da série de camuflagens em várias cores.

Há também algumas das obras mais representativas do pop art, como as caixas da marca Brilho e Del Monte, suas garrafas de Coca-Cola ou as latas de sopa de tomate Campbell – imagem que reveste as colunas da galeria.

Outra sala é dedicada aos retratos de pessoas famosas, de Liz Taylor, Elvis Presley, Aretha Franklin, Liza Minnelli e Grace Jones a Truman Capote, Keith Haring e Joseph Beuys.

Há ainda fotografias em preto e branco, sempre repetidas, de pessoas nuas de ambos os sexos, partes da calçada ou montes de lixo, entre outras referências da vida contemporânea.

Algumas das chamadas “cápsulas do tempo” estão expostas: fotografias, folhetos, jornais, postais, recortes de jornais e revistas e outros objetos efêmeros que Warhol – que não jogava nada fora – pôs oportunamente em caixas, pensando em seu significado para a posterioridade.

Já Picasso está representado na Galeria de Arte Moderna, com cem gravuras, vinte desenhos e dez livros ilustrados. A maior parte deste material procede da Staatsgalerie de Stuttgart (Alemanha).

A exposição “Picasso sobre Papel” abrange desde as águas-fortes de seu período rosa até os desenhos de forte carga erótica de sua última etapa, passando por criações do período cubista e seu flerte com o surrealismo.

Uma segunda exposição, no Museu Nacional da Escócia, está dedicada a outra importante faceta do gênio espanhol: a de ceramista.

São mostradas as criações de Picasso nesta arte, em que tanto se destacou, assim como seu compatriota Joan Miró, além de peças em metal, litografias, alguns quadros e fotografias dos anos em que trabalhou em Vallauris (sul da França), entre 1947 e 1955.

Muito diferente, mas igualmente fascinante, é a exposição O Retrato Nu, na Scottish National Portrait Gallery.

A mostra reúne cerca de 150 retratos, em que o próprio artista, suas mulheres, amigos e pessoas desconhecidas posaram nus.

Seus autores – pintores ou fotógrafos, embora haja também algumas esculturas – vão de Pierre Bonnard, Egon Schiele e Man Ray a Francis Bacon, Lucian Freud, Gerhard Richter, Dina Arbus e Robert Mapplethorpe.

O artista britânico Richard Long é o protagonista de outra exposição que pode ser vista esta semana em Edimburgo.

A mostra documenta – através de fotografias, mapas, desenhos e instalações – a relação do homem com a paisagem. Para produzir as obras, foram utilizados barro, pedras e outros materiais obtidos da própria natureza.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado